Não estão me agradando, diz Mauro sobre andamento das obras do BRT
Governador diz que está pressionando consórcio construtor para cumprimento do cronograma da obra
O governador Mauro Mendes (União Brasil) declarou que está incomodado com o andamento das obras do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido). O novo modal de transporte coletivo escolhido pelo Governo para operar em Cuiabá e Várzea Grande começou a ser construído em abril de 2023 na Cidade Industrial e avançou para Capital somente em janeiro de 2024. A expectativa é que a obra completa seja entregue no prazo de 30 meses.
Mesmo com as atividades dentro do tempo, Mauro declarou que o ritmo da construção não tem agradado e já teria pressionado o Consórcio Construtor BRT Cuiabá, responsável pela execução das obras, em relação a entrega do trabalho.
“As obras não estão me agradando, o prazo não está me agradando. E nós estamos apertando as empresas para que cumpram o contrato e entreguem dentro do cronograma pactuado”, frisou o governador em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (24).
Mayke Toscano/Secom-MT
Obras em andamento
Em janeiro, as obras do BRT foram iniciadas na Capital na Avenida do CPA, nas proximidades do Comando Geral da Polícia Militar. Neste primeiro momento, o Consórcio trabalha no sistema de drenagem no canteiro central. Após a execução deste serviço, os trabalhos vão avançar para a construção da pista de concreto, incluindo a remoção da capa asfáltica e execução da terraplanagem.
A obra na Capital é polêmica, pois ao contrário do que ocorre em Várzea Grande, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) é contra o BRT, e tenta, a todo custo, emplacar o "VLT cuiabano". O Município chegou a, inclusive, tentar embargar a obra iniciada na Capital, alegando falta de licenças para execução do projeto. O Ministério Público Estadual entrou na discussão e intermediou uma reunião entre a Prefeitura e o Governo do Estado, cobrando explicações.
O Sistema de transporte BRT terá uma mudança na rota em Várzea Grande para atender à demanda dos moradores que fazem a integração no Terminal André Maggi para outras regiões da Grande Cuiabá. Além disso, o Município prevê uma mudança no sistema de transporte atual, que é todo centralizado nesse terminal, com a construção de novos pequenos terminais, tendo um sistema "tronco alimentador". Na quinta fase, os trabalhos estão atuando na ampliação das baias de ônibus e melhorias na pista da Avenida da FEB.
BRT x VLT
A decisão de troca do VLT pelo BRT foi tomada pelo Governo de Mato Grosso em dezembro de 2020, a partir de decisão judicial que determinou rescisão contratual com o consórcio do VLT.
Em 2019, o Governo acionou o Consórcio VLT na Justiça, pedindo ressarcimento e indenização aos cofres públicos pela não finalização das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), prevista para 2014.
A ação foi impetrada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), que também requereu que o consórcio faça a venda dos vagões do VLT, adquiridos precocemente. A mudança foi aprovada pelo Conselho Deliberativo Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá (Codem/VRC).