Cuiabá, 20/09/2026

Bióloga acusada de atropelar e matar estudantes vai a júri nesta terça-feira

Caso aconteceu em frente à Boate Valley, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá, em dezembro de 2018

A bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro será julgada nesta terça-feira (23) pelo Tribunal do Júri pelas mortes dos estudantes Ramon Alcides Viveiros e Mylena de Lacerda Inocêncio e pelo atropelamento de Hya Girotto. O caso aconteceu em frente à Boate Valley, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá, em dezembro de 2018. O julgamento está marcado para começar às 9h, no Fórum de Cuiabá. A sessão será presidida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.

Montagem/Reprodução

Rafaela chegou a ser absolvida em dezembro de 2022 por decisão do juiz Wladymir Perri, ex-titular da 12ª Vara Criminal de Cuiabá. No entanto, em julho de 2024, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso anulou a absolvição e colocou a bióloga de volta no banco dos réus.

No ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão do Tribunal de Justiça, determinando que a bióloga fosse submetida ao Tribunal do Júri. A defesa ainda tentou recurso, mas não conseguiu mudar a decisão.

O caso

O acidente aconteceu em 23 de dezembro de 2018, quando Myllena Inocêncio, 22 anos, Ramon Alcides, 25 anos, e Hya Girotto, 25 anos, saíam da boate Valley, na Avenida Isaac Póvoas, e foram atropelados por Rafaela, que estava embriagada. Myllena morreu a caminho do hospital, enquanto Ramon faleceu horas após ser internado. Hya foi a única sobrevivente, porém, teve ferimentos graves que a deixaram com sequelas permanentes.

Em dezembro de 2022, o juiz Wladimir Perri absolveu a bióloga, destacando que Myllena, Ramon e Hya assumiram o risco ao usarem a via pública “violando completamente o princípio da confiança que deve ser observado entre os seus usuários”.

Segundo o magistrado, a bióloga errou ao ingerir bebida alcoolica e dirigir, mas não foi o fator "determinante" para o acidente, e sim, a "imprudência" das vítimas por atravessarem fora da faixa e durante tráfego "intenso". Em abril de 2023, ela recuperou o direito de voltar a dirigir.