Caso Zampieri: advogado de Caçadini passa mal durante sustentação oral no júri
Eduardo Polidoro teve queda de pressão arterial a cinco minutos do fim da fala; sessão foi paralisada brevemente até sua recuperação
O advogado Eduardo Polidoro, que atua na defesa do coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas durante o julgamento no Tribunal do Júri de Cuiabá, passou mal durante sua sustentação oral e foi socorrido por colegas no plenário, na tarde desta quinta-feira (1º). O militar da reserva e outros dois réus respondem pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em 5 de dezembro de 2023, na capital.
Segundo informações apuradas pelo #rdnews, o defensor teve uma queda de pressão arterial enquanto falava na etapa de debates, faltando cerca de cinco minutos para o encerramento do seu tempo. A sessão foi suspensa por um breve momento até que ele se recuperasse. Um vídeo registrado no local mostra outros advogados oferecendo água e abanando Polidoro.
Veja, abaixo:
Em seguida, o jurista retomou a palavra e concluiu a argumentação reforçando a tese de inocência de Caçadini, alegando que não há provas contra o réu e sustentando que o grupo "C4" - Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos - não existe. Este é o terceiro e, provavelmente, último dia de julgamento. Além dele, atuam na defesa do coronel a advogada Sarah Quinetti e o advogado Jayme Rodrigues.
São julgados, Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Conforme a denúncia do Ministério Público, Etevaldo é apontado como financiador do crime; Hedilerson seria o contratante e dono da arma; e Antônio teria sido o executor do assassinato. A denúncia narra que Caçadini teria pago R$ 40 mil para Antônio executar o crime. Antônio, por sua vez, teria sido auxiliado por Hedilerson, que teria emprestado sua arma.
Relembre o crime
No dia 5 de dezembro de 2023, o advogado Roberto Zampieri deixou o escritório em que trabalhava e, ao entrar no seu veículo, um Fiat Strada, foi surpreendido pelo assassino. Os agentes policiais informaram que foram disparados cerca de 10 tiros na direção do advogado.
Nas gravações, obtidas por meio de câmeras de segurança de empreendimentos da localidade, é possível ver que o assassino cometeu o crime com o rosto descoberto, usando uma caixa para abafar o som, e que ele fugiu a pé.
Reprodução
No detalhe, a vítima Roberto Zampieri
A execução de Zampieri desencadeou uma série de investigações contra um lobista e desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), acusados de negociarem a venda de sentenças com o advogado executado. O crime contra Zampieri não tem relação com o lobista ou desembargadores afastados, mas foi descoberto devido às análises do celular do advogado após a execução.