Cuiabá, 19/09/2026

Delação premiada de Afonso teria originado a Operação Sodoma 4

Gilberto Leite

Ex-governador Silval Barbosa (PMDB) teve nova prisão decretada devido a Operação Sodoma 4

A deleção premiada do ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) Afonso Dalberto, que aguardaria homologação da Justiça e ainda não originou nenhuma ação penal, teria servido como base para deflagração da Operação Sodoma 4 nesta segunda (26). A informação não foi confirmada oficialmente pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).  

O advogado Hélio Nishimaya, que atua na defesa de Afonso Dalberto na Operação Seven, não nega a existência da deleção premiada. No entanto, se recusa a confirmar alegando respeito à legislação. “Para se tornar pública, precisa ser homologada pela Justiça e originar ação penal. Enquanto isso não acontece, é sigilosa. Não vou comentar por lealdade ao meu cliente”, declarou em entrevista ao #rdnews.

Sodoma 4

A Operação Sodoma 4 investiga desvio de dinheiro realizado por meio de três desapropriações milionárias pagas pelo Governo Silval Barbosa (PMDB) em 2014.  O peemedebista, que está preso no Centro de Custódia de Cuiabá, teve nova prisão preventiva cumprida hoje.  

Os ex-secretários de Estado Marcel de Cursi (Fazenda) e Silvio Corrêa Araújo (ex-chefe de Gabinete), que também já estavam recolhidos ao sistema prisional, tiveram novas preventivas decretadas pela Justiça.

 Já o ex-secretário Arnaldo Alves (Planejamento) e empresário do ramo de factoring foram presos em Brasília com apoio da Polinter do Distrito Federal. O procurador aposentado Chico Lima foi capturado no Rio de Janeiro, onde trabalhava como motorista do Uber, por policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).  

 Além das prisões, foram conduzidos coercitivamente Valdir Piran Junior, Eronir Alexandre, Alan Malouf, Marcelo Malouf, José Mikael Malouf, Willian Soares Teixeira. Também ocorreu cumprimento de buscas e apreensão em residências e empresas dos investigados. 

  Operação Seven

Afonso Dalbeto foi preso em 1º de fevereiro, na deflagração da Operação Seven. Depois de prestar depoimento, foi colocado em prisão domiciliar por estar tratando câncer.

O esquema desmantelado envolve a aquisição de área de 727,9 hectares situada na região do Manso, pelo valor de R$ 7 milhões, para criação do Parque Estadual Águas da Cabeceira do Cuiabá, em 2014. Ocorre que o terreno, que pertencia a Filinto Corrêa da Costa, integrava o lote de 3.240 hectares que foi adquirido pelo Estado ainda, em 2002, pelo valor de R$ 1,8 milhão.

 Além de Afonso Dalberto, a Operação Seven também  resultou em prisão preventiva para Silval, Chico Lima  e para o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf (Casa Civil). Filinto Corrêa da Costa usou tornozeleira eletrônica.  

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