Cuiabá, 20/09/2026

Juiz mantém prisão de suspeita de ataque e homicídios em Peixoto de Azevedo

Inês Gemilaki foi presa pelas mortes dos idosos Pilson Pereira da Silva e Rui Luiz Bogo, no domingo (21)

Inês Gemilaki foi mantida presa durante audiência de custódia nesta quarta-feira (24). Ela é investigada pelo ataque que vitimou os idosos Pilson Pereira da Silva, de 69 anos, e Rui Luiz Bogo, de 71 anos, no domingo (21), em Peixoto de Azevedo (a 691 km de Cuiabá). O padre José Roberto, que também estava na casa, sobreviveu.

Em decisão, o juiz João Zibordi Lara determinou que ela fique presa até que a Justiça analise pedido de prisão preventiva que tramita em outro processo oriundo da 2ª Vara da Comarca de Peixoto de Azevedo. “Permanecerá presa até o cumprimento da decisão dos autos da decretação da prisão preventiva”, diz trecho da decisão. 

Inês Gemilaki, seu filho, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz, e seu companheiro Márcio Ferreira Gonçalves, companheiro de Inês, bem como o irmão dele, Eder Gonçalves Rodrigues, foram presos nessa terça-feira (23). Durante depoimeto à Polícia Civil todos ficaram em silêncio. A Polícia apura, ainda, supostas ameaças que Inês teria sofrido antes do crime.

Reprodução

O caso

O crime ocorreu no domingo (21) e teria sido motivado por vingança. A família Gemilaki teria sido alvo de uma cobrança relativa a um imóvel que havia sido alugado, de R$ 60 mil, pelo dono do imóvel. Por conta disso, o trio supostamente invadido a casa do proprietário, que era o alvo. No entanto, a arma teria falhado e ele não foi baleado. 

Todo o crime foi flagrado por câmeras de segurança do imóvel. No vídeo de uma delas é possível ver as pessoas reunidas dentro da casa em uma mesa jogando cartas, quando acontece a invasão. Elas chegam a se abaixar e tentam se esconder. Muitos tiros são ouvidos. Inês vai até as vítimas e atira várias vezes. 

Outro vídeo mostra Inês saindo da casa, com o marido e o filho. Ao que parece, mais disparos foram efetuados pela suspeita. Após isso, o trio foge em uma caminhonete Ford Ranger branca.

As vítimas fatais, Pilson Pereira da Silva e Rui Luiz Bogo, que são o sogro do proprietário e um pioneiro da cidade, não tinham elo com a rusga e participavam de uma confraternização na casa.