Juíza concede prisão domiciliar com uso de tornozeleira a Permínio
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Expectativa é que a sentença de prisão domiciliar para Permínio Pinto, que confessou participação nos crimes, seja cumprida ainda hoje; defesa do ex-secretário ainda não teve acesso à íntegra da decisão
Após confessar participação em um esquema de pagamento de propinas e fraude em licitações da Seduc, o ex-secretário Permínio Pinto teve a pena em regime fechado substituída por uma pena de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. A sentença foi proferida pela juíza da Sétima Vara Criminal, Selma Rosane e Arruda, no final da tarde desta segunda (19).
De acordo Valber Melo, um de seus advogados, a expectativa é que a sentença seja cumprida ainda hoje. O advogado comentou que a defesa do ex-secretário ainda não teve acesso à íntegra da decisão.
Permínio foi preso em 20 de julho deste ano e confessou, em depoimento na última quinta (15), que recebeu propina dos esquemas da secretaria e que as denúncias de fraudes eram parcialmente verdadeiras. Ele disse que ainda que seu principal erro foi ser omisso.
O ex-secretário disse que conheceu Giovani Guizardi, delator do esquema de corrupção, por meio do empresário Alan Malouf, que foi denunciado hoje, pelo Ministério Público Estadual (MPE), por organização criminosa.
Permínio negou, porém, que era o líder do esquema, disse que não sabia quem tinha essa função e que precisaria de um tempo maior para contabilizar a quantia de dinheiro que recebeu em troca das licitações que eram fraudadas pela pasta.
A última prisão relacionada à operação aconteceu na última quarta (14). O empresário Alan Malouf foi citado na delação de Giovanni Guizardi como um dos financiadores do suposto caixa 2 da campanha do governador Pedro Taques no ano de 2014.
As investigações sobre o esquema estão sendo feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em parceria com o MPE. Chamada de Operação Rêmora, as investigações chegaram a sua terceira fase, denominada “Grão Vizir”.