Juíza mantém prisão de advogado suspeito de ter tentado matar a ex
Na decisão, magistrada disse que a prisão preventiva do advogado se faz necessário para evitar uma tragédia maior
O Tribunal de Justiça (TJMT) converteu em preventiva a prisão em flagrante do advogado Marcos da Silva Borges, 26 anos, que foi detido por suspeita de tentativa de feminicídio. Ele, segundo a Polícia Militar, é suspeito de ter tentado matar a ex-companheira, que conseguiu fugir, e ter dado facadas na amiga dela em um condomínio de luxo, no bairro Duque de Caixas, em Cuiabá.
A determinação ocorreu durante audiência de custódia, realizada no domingo (20), um dia depois da prisão. O procedimento foi presidido pela juíza da 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Cuiabá, Glenda Moreira Borges.
Os policiais informaram que o advogado não aceita o término do relacionamento. No último sábado (19), ele teria pego uma faca e partido para cima das vítimas dizendo: “Então eu vou matar as duas”.
Os militares disseram que a ex-companheira dele conseguiu fugir, mas a amiga dela foi atingida nas pernas. Por se tratar de crimes relacionados à violência doméstica, os nomes das vítimas não serão revelados.
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Em sua justificativa, a juíza disse que a prisão preventiva do advogado se faz necessário para “evitar uma tragédia maior”. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que não foi acionada para acompanhar a prisão.
“Assim, não obstante a subsistência em nosso sistema, de medidas cautelares mais amenas, fica claro que estas não surtirão efeitos, se fazendo necessária a reprimenda do Estado, a fim de evitar cometimento de delito mais grave e maiores prejuízos à vítima”, diz trecho da decisão que a reportagem teve acesso.
Na determinação, a juíza ainda aponta que o investigado deve ser levado à Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol) para o cumprimento da medida cautelar.