Cuiabá, 22/10/2026

Justiça suspende os todos contratos com firmas investigadas na operação Curare

Reprodução

A Justiça Federal determinou a suspensão cautelar dos contratos administrativos e pagamentos indenizatórios  por parte da Secretaria de Saúde de Cuiabá e da Empresa Cuiabana de Saúde Publica para as  empresas Hipermed Serviços Médicos e Hospitalares, Ultramed – Serviços Médicos e Hospitalare, Medserv-Serviçoes Médicos e Hospitalares LTDA, Smallmed Serviços Médicos e Hospitalares, mas somente daqui 60 dias. O prazo foi dado para garantir que os serviços à população não sejam prejudicados.

É o que determina a decisão que embasou  a deflgação da Operação Curare, deflagrada na manhã de ontem (30) pela Polícia Federal, proferida pelo  juíz federal Jeferson Schneider,  da 5ª Vara Federal de Mato Grosso.

Reprodução

Juíz federal Jeferson Schneider,  da 2ª Vara Federal de Mato Grosso, determinou suspensão cautelar dos contratos e pagamentos para empresas citadas

A empresa Hipermed Serviços Médicos e Hospitalares – Empresa contratada por dispensa de licitação por R$ 1 milhão para prestar serviços médicos nas enfermarias do HMC, em 2019. Já Douglas Castro – Empresa contratada por dispensa de licitação por R$ 4 milhões  para aluguel de leitos de UTI. 

Segundo a decisão, a empresa  Douglas Castro recebeu entre fevereiro de 2020 e agosto do mesmo ano, nove depósitos da Empresa Cuiabana de Saúde Publica. Consta ainda que em três dos quatro certames que essa empresa participou e venceu com dispensa de licitação, ocorreu também a particiapação das empresas investigadas na ação da PF.

 

Reprodução

A empresa Douglas Castro, investigada pela Operação Curare, recebeu nove depósitos da Empresa Cuiabana de Saúde, o que chamou a atenção da PF

As investigações também apontaram que o maior beneficiário das transferências realizadas pela empresa Douglas Castro foi o proprietário dela Douglas Castro no valor de R$ 241, 2 mil. As demais movimentações são para pessoas fisicas e juridicas com atividades na área de saúde. Mas o que chamou a atenção foi a transferência para o investigado Felipe de Medeiros Costa Franco

É que a  Ultramed – Serviços Médicos e Hospitalares – Empresa que tem como sócio Felipe de Medeiros Costa Franco, que é diretor clínico do Hospital São Benedito,  recebeu transferência de R$ 38,5 mil diretamente para o proprietário.

 

Reprodução

Felipe de Medeiros Costa Franco, sócio da Ultramed e diretor Clínico do Hospital São Benedito, foi beneficiado por transferência de R$ 38, 5 mil, diz juiz

São investigadas também a LV Serviços Médicos e Hospitalares, o Instituto Brasileiro Santa Catarina (Ibrasc), a Smallmed Serviços Médicos e Hospitalares,  e a Paulo Jamur Sociedade Individual de Advocacia.

Segundo as investigações, que também cumpriu diligências contra o secretário municipal de saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues da Silva, e o secretário-adjunto de gestão Alexandre Beloto Magalhães de Andrade, empresas eram contratadas por meio de dispensa de licitação. Os negócios, fechados de forma emergencial, “à toque de caixa”, foram realizados para combater o novo coronavírus (covid-19).