MPMT recorre e pede que Tribunal do Júri de Carlinhos Bezerra seja público
Julgamento está marcado para o dia 7 de julho, às 9h, no Fórum de Cuiabá
A promotora Élide Manzini de Campos, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) protocolou recurso junto à 1ª Vara Criminal de Cuiabá nessa quinta-feira (02) para que seja retirado o sigilo do processo contra Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, e que o Tribunal do Júri do empresário seja público. O julgamento está marcado para o dia 7 de julho, às 9h, no Fórum de Cuiabá.
"Diante do exposto, à inteligência do art. 5°, LX e art. 93, IX, ambos
da Constituição Federal, bem como do art. 189 do Código de Processo Civil e art. 792 do Código de Processo Penal, o MINISTÉRIO PUBLICO pugna pelo levantamento integral do sigilo e publicidade da sessão plenária, a fim de viabilizar a realização do julgamento sem restrição de público", diz trecho do recurso protocolado pelo MP.
Montagem/Reprodução
Como já informado pelo #rdnews, a medida “esconde” o julgamento da imprensa, que não poderá acompanhar a sessão e só saberá o resultado ao final. Essa decisão atende o pedido da defesa do réu, já que o processo tramita em segredo de justiça.
O pedido da promotora é a fim de viabilizar a realização do Julgamento sem restrição de público. O recurso deve ser julgado até a próxima terça.
Carlinhos é réu pelo crime desde maio de 2023, quando foi pronunciado ao Tribunal do Júri. Desde então, a defesa do empresário vem apresentando diversos recursos para adiar o julgamento. Em maio, a Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou o pedido de desaforamento do júri de Carlinhos. Ele tentava tirar o julgamento de Cuiabá.
O crime
A ex-namorada de Carlinhos, Thays Machado, e o namorado dela, William César Moreno foram mortos a tiros na tarde do dia 18 de janeiro de 2023, no bairro Consil, próximo à Avenida Historiador Rubens Mendonça (Avenida do CPA), em Cuiabá. Thays estava em frente ao Edifício Residencial Monet, onde a mãe dela morava, para entregar uma chave à genitora, o William a acompanhava.
Horas depois, Carlinhos foi preso em uma chácara da família e, durante interrogatório na Polícia Civil, confessou o crime. Ele argumentou que sofre de diabetes e que estava em “estágio de neuropatia”, o que lhe causou o desequilíbrio emocional e que isso teria motivado o crime.
Annie Souza/Rdnews