Provas são robustas e inquérito contra Antenor deve ser finalizado em 10 dias
O inquérito da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) envolvendo o ex-secretário municipal de Mobilidade Urbana Antenor Figueiredo teria provas “robustas” de desvio e prejuízo aos cofres públicos, segundo fonte ouvida pelo #rdnews. O inquérito contra Antenor, exonerado ontem após a Operação Sinal Vermelho, corre sob sigilo e deve ser encerrado em cerca de 10 dias.
Rodinei Crescêncio
O ex-secretário Antenor Figueiredo foi alvo da operação e acabou exonerado da secretaria
Antenor é suspeito de desvio em contrato da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) com a Semex S/A de C.V. para a implantação de “semáforos inteligentes” em Cuiabá. A prefeitura fez a contratação por adesão a uma ata do município de Aracajú (SE), na qual estava prevista a utilização do “Software de Gerenciamento Semafórico Spinnaker/EMTRAC”. O sistema, porém, previa a estrutura existente em Sergipe com o Bus Rapid Transit (BRT), entre outras características que Cuiabá não possui.
A Deccor aponta que houve prejuízo de, pelo menos, R$ 553,8 mil porque o valor referente ao software foi efetivamente liquidado pela Semob no contrato. A juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou o bloqueio desse montante das contas do ex-secretário na operação deflagrada ontem.
Ana Cristina também afastou Antenor da pasta. A avaliação dos investigadores, corroborada pela magistrada, era de que a manutenção dele como secretário poderia trazer embaraços ao andamento final do inquérito da Deccor.
Os investigadores utilizam informações de auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), sob relatoria da conselheira substituta Jaqueline Jacobsen Marques em 2018. A fonte ouvida afirmou que o relatório tem “prova técnica robusta” sobre o prejuízo ao erário.