De acordo com relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), o secretário de Mobilidade Urbana, Antenor Figueiredo, que foi afastado em operação policial nesta quinta (5), é apontado como responsável por irregularidades no sistema de semáforos inteligentes adquiridos pela Prefeitura de Cuiabá. Entre elas, estão a inviabilidade técnica do sistema que foi contratado ainda em 2018 sob o valor de R$ 15,4 milhões.
As empresas contratadas foram CMT – Cuiabá Monitoramento de Trânsito – Líder – Serget Comércio, Construções e Serviços de Trânsito Ltda e Semex S/A de C.V.
À época, por determinação da conselheira interina Jaqueline Jacobsen, a Prefeitura foi acionada pelo TCE por realizar pagamentos à empresa por radares que não estavam funcionando. O município alegou que os radares tinham sido recém-instalados e não possuíam ligação com os semáforos inteligentes.
Contudo, a justificativa não foi o suficiente para sanar indícios de irregularidade e o caso foi parar na Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) que aprofundou nas investigações com base nos apontamentos do TCE.
Relatório do TCE culpa Antenor por irregularidades
Alvo da operação “Sinal Vermelho”, Antenor, que é servidor de carreira da Prefeitura, foi afastado por determinação da juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes que ainda pediu o bloqueio de valores até R$ 553,8 mil, dele e do representante legal da empresa contratada.
Para contratar a empresa que deveria instalar os semáforos inteligentes, o município pegou carona na Ata de Registro de Preços de Aracaju (SE) (Pregão nº 065/2016). Porém, ao contrário de Aracaju, Cuiabá não conta com o modal de transporte público BRT o que teria levado o município a pagar por um serviço de controle inteligente dos radares interligado com um modal que não existe.
Além disso, Antenor é apontado pelo TCE como o responsável pelo fato do município ter aderido “à licitação sem planejamento e nem projeto básico” e foi considerada a “inviabilidade de implantar os demais cruzamentos semafóricos, visto que a parte de engenharia já foi praticamente executado 100%”.
Outra falha trata da “inexistência de comunicação, elemento essencial para a centralização do sistema de informação de trânsito, bem como para o sincronismo dos tempos, necessário ao bom funcionamento do sistema”.
No TCE, o processo ainda está em aberto aguardando finalização para ser levado ao plenário. A última decisão foi de 2019, quando o caso estava sob a relatoria da conselheira. Com o retorno do conselheiro José Carlos Novelli ao cargo, as investigações passaram a ser tocadas por ele em procedimento de tomada de contas especial.
Em 2018, ao julgar as contas da pasta, o Ministério Público de Contas emiti parecer pela irregularidade das contas e condenação ao erário para devolução dos R$ 553 mil reais. Uma cópia dos autos foi entregue à Polícia Civil.
Outro lado
Em nota, a Prefeitura da Capital revela ter exonerado o secretário Antenor e "reitera o compromisso, zelo e a total observância aos trâmites legais no processo de contratação dos novos conjuntos semafóricos; a gestão trabalha pautada pelo compromisso frente a administração de recursos públicos".









amanda silva 05/05/2021
vamos prestar atencao que jaja o escritorio da irma e da filha da conselheira estara atuando no caso...
Heitor 05/05/2021
Em quantas administrações o dito cujo passou e esteve metido em escândalos ? Resp. Várias. Aconteceu alguma coisa?
2 comentários