Secretário empresta conta para Eder, vira alvo da PF e rebate investigação
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Secretário-adjunto, Vivaldo Lopes, se esquiva de acusação
O secretário-adjunto do Tesouro Estadual, Vivaldo Lopes, alegou ter emprestado a conta da empresa da qual é proprietário, a Brisa Consultoria, para que o ex-secretário de Articulações Institucional em Brasília, Eder Moraes, fizesse um único depósito no valor de R$ 75 mil, em 2010, e acabou virando alvo da quarta fase da Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta (19).
Segundo Lopes, o dinheiro era oriundo de uma empresa patrocinadora do Mixto Esporte Clube, naquele ano comandada pela Associação dos Amantes do Futebol e Amigos do Mixto (Afam), da qual Eder era presidente.
“Emprestei a conta em razão de o Mixto não poder receber o valor por causa das contas bloqueadas. O dinheiro seria destinado para o pagamento das despesas do clube, como fornecedores e pagamento de salário dos jogadores. Foi uma situação ocasional, eu trabalhava com ele na Sefaz”, afirmou o secretário.
Ele também informou que não estava na empresa no momento em que os agentes federais chegaram e que um funcionário os recepcionou. Em seguida, um advogado da empresa foi acionado para acompanhar o mandado de busca e apreensão.
A Polícia Federal recolheu documentos e um notebook de trabalho. “Eles não foram até minha casa, não fui notificado e nem recebi telefonema”.
Apesar de não se recordar do nome exato da empresa patrocinadora que doou o dinheiro, o secretário-adjunto afirmou que, à época, um dos empreendimentos que apoiavam o time era de propriedade de Valdir Piran, outro empresário que teve documentos apreendidos pela PF nesta quarta. “Toda documentação que comprova a lisura dessa transação na conta da minha empresa foi entregue à polícia”, garantiu Lopes.
A reportagem do Rdnews tentou entrar em contato com Eder Moraes e Valdir Piran, no entanto, até o fechamento desta matéria, nenhum deles retornou às ligações.
Às 09h26 - Dinheiro foi para Afam
O ex-secretário Eder Moraes reforça que o empréstimo da conta não foi para ele, mas sim para o Mixto, por meio da Afam. Para ele, mesmo sendo presidente da Associação e responsável pelas articulações, a situação não deve ser ligada a pessoa "Eder", já que a entidade tinha muitos outros membros, dos quais ele cita Blairo Maggi (PR), Silval Barbosa (PMDB), Dorileo Leal (PMDB), Mauro Mendes (PSB), José Riva (PSB) e por isso todos respondem igualmente pelas ações realizadas pela instituição.