TJ dispensa tenente-coronel Paccola, após ser acusado de fraudar registros de armas
Rdnews/Alair Ribeiro
Tenente-coronel PM Marcos Eduardo Paccola estava lotado no Tribunal de Justiça de MT
O Tribunal de Justiça encerrou o vínculo com o tenente-coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola, que estava cedido ao Judiciário pela Polícia Militar. Paccola é um dos quatro militares alvos da Operação Coverage, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), por supostas fraudes em registros de armas da PM.
A justificativa oficial foi o encerramento de cursos de segurança para magistrados, com foco no uso de pistolas, dos quais Paccola era professor de um dos módulos de oito horas. Os cursos foram feitos por polo, a partir de janeiro, e concluídos na última semana. Com o fim dos cursos não haveria mais funções a serem exercidas por Paccola no Tribunal de Justiça.
Marcos Paccola estava lotado na Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça, onde exercia outras funções além do curso de tiro. Uma publicação do Diário Oficial, datada de 6 de fevereiro deste ano, coloca o tenente-coronel como fiscal substituto de um contrato entre o Tribunal de Justiça e a Pantanal Vigilância e Segurança Ltda que se encerra apenas em fevereiro de 2020.
Fonte ouvida pela reportagem afirmou que o tenente-coronel teria sido afastado depois de afirmar que parte das armas “esquentadas” no esquema investigado pelo Gaeco teria sido cedida pelo Tribunal de Justiça. A informação seria falsa e, por isso, o Judiciário dispensou seus serviços. Policial da elite, ele deve retornar à PM.
Coverage
A operação, deflagrada em 21 de agosto, teve como alvo, além do tenente-coronel Paccola, os tenentes Cleber Ferreira, Sada Ribeiro Parreira e Thiago Satiro Albino, por crimes de organização criminosa armada, obstrução de justiça, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação.
O grupo teria atuado para fraudar registros de uma arma do tenente Ferreira que poderiam ligá-lo a execuções investigadas no âmbito da Operação Mercenários. Informações sobre a deflagração da Operação Coverage vazaram e o tenente-coronel acabou conseguindo um habeas corpus preventivo do desembargador Juvenal Pereira da Silva, do Tribunal de Justiça, para evitar sua prisão.