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Tenente-coronel Paccola entrou com pedido de habeas corpus preventivo, através do advogado Ricardo Monteiro
Operação do Gaeco contra oficiais da Polícia Militar vazou 2 semana antes de ser deflagrada e o tenente-coronel Marcos Eduardo Paccola, ex-Bope, um dos alvos, conseguiu escapar de ser preso. O advogado dele, Ricardo Monteiro, impetrou um habeas corpus preventivo e conseguiu o salvo conduto.
Paccola é acusado de adulterar armamento militar, dentro do Comando Geral da PM, onde está lotado atualmente.
Conseguiu o salvo conduto às 2h30 da madrugada desta quarta (21). Poucas horas antes da operação. Estava em Sinop, quando confirmou que seria preso, caso não tivesse o benefício judicial. Seguiu para Cuiabá, onde deve se apresentar ao Gaeco.
“Nós temos um tenente-coronel que não vai fugir e não vai atrapalhar as investigações", disse o advogado Ricardo Monteiro, à imprensa, no Fórum da Capital.
Com o salvo-conduto, Paccola responderá em liberdade, ao contrário dos demais alvos da operação, que foram presos pelo Gaeco. Os quatro oficiais são investigados por um esquema de adulteração de numeração de armamentos na Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio (Salp) dentro do Comando Geral da PM.
Defesa
Ricardo Monteiro, que faz a defesa do Paccola, pontuou que faz 2 semanas "que estão pregando o terror dentro da Polícia Militar". Circulavam conversas de corredores no Comando Geral que, a qualquer momento, oficiais poderiam ser presos. Segundo a defesa, isso foi aumentando nos dias seguintes até que nomes foram ditos e, após o temor de ir parar na cadeia, o investigado entrou com pedido de HC preventivo, na esperança de obter o salvo conduto e não ser preso, exatamente como ocorreu.
Segundo o HC, Paccola alegou que "vem sofrendo constantes ameaças verossímeis de prisão e busca e apreensão". Ricardo questionou o “uso indiscriminado” e "sem a devida cautela" do pedido de prisão, já que, como oficial da PM, ele era obrigado a comparecer a um depoimento se intimado. "A meu ver, é desnecessário", disse.
Ainda de acordo com o HC, a prisão se deu após perícia do telefone do tenente Cleber Ferreira, que já está preso preventivamente pela Operação Assepsia. Ele é investigado por participar de outro esquema que facilitou a entrada de 80 celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE). Além disso, é alvo de outra operação, a Mercenários, em que é suspeito de envolvimento em vários crimes de homicídio por encomenda. Veja abaixo o pedido de salvo conduto.
PageFlips: Salvo-conduto obtido por Pacolla
A Justiça reconheceu o argumento do advogado e não vê motivo plausível para qualquer tipo de segregação. "Em razão do histórico profissional do militar que, inclusive, prestou relevantes serviços à segurança do Estado de Mato Grosso", escreveu. Mas permitiu que fosse cumprido o mandado de busca e apreensão, pois "impediria a realização dos trabalhos investigativos".
Carta
Logo após a deflagração da Operação, Paccola publicou uma carta em que assegura que, mesmo diante desta acusação, tem orgulho de sua conduta. "Sempre mantive minhas ações e atos buscando ajudar a todos que de alguma forma precisavam”, escreveu. O tenente-coronel também é ex-Bope.
O advogado Ricardo informou que ainda não teve acesso aos autos. Por isso, ele ainda não tem conhecimento do que exatamente o seu cliente Paccola está sendo acusado. Ele também faz a defesa do tenente Cleber Ferreira, que vai passar novamente por uma audiência de custódia, com os demais presos, às 13h, no Fórum de Cuiabá.
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