Cuiabá, 22/10/2026

AL aprova RGA; Botelho cita falta de resistência e sindicatos rebatem

Percentual aprovado pelo Parlamento ficou abaixo do discutido inicialmente, que era mais de 7%

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, nesta quarta-feira (11), reajuste de 5,79% da Revisão Geral Anual (RGA) de 2023 para os servidores públicos do Estado. Inicialmente, as projeções quanto ao percentual estavam sendo construídas em 7%. No entanto, a proposta final do Governo ficou abaixo das articulações, sob a justificativa de que seguiria o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Poucas horas antes da proposta ser votada, Botelho argumentou que se reuniu na noite anterior (10), com o governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos) e com o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, para tratar das propostas referentes ao RGA.

O chefe do Parlamento estadual citou que o valor seria de apenas 5,79% e não descartou a possibilidade da criação de uma recomposição das perdas, mas citou que não houve resistência por parte dos sindicatos que representam o servidores. Em sua visão, a categoria entendeu as condições financeiras do Governo.

"[Pivetta e Gallo estavam] argumentando que não é possível, e eles tem que se basear no índice e os Índices que estavam lá é esse [valor]. Então, eles [sindicatos] têm que respeitar isso. Pode se fazer, mas não agora, uma futura reposição das perdas que ficaram para trás. Essa é uma posição minha, mas aparentemente não está tendo uma luta dos sindicato dos servidores, então, aparentemente eles estão concordando com isso", afirmou.

Por outro lado, após a aprovação da proposta de 5,79%, o Sindicato dos Profissionais de Desenvolvimento Econômico e Social de Mato Grosso (Sindes-MT) afirmou que, desde a primeira gestão do governador Mauro Mendes (União Brasil), tem tentado uma aproximação e diálogo, mas não foram recebidos pelo chefe do Palácio Paiaguás. A entidade se manifestou nas redes sociais e expôs a insatisfação da categoria quanto ao percentual.

"O Sindes não está satisfeito com uma RGA que desconsidera o histórico de perdas salariais dos servidores do Executivo. Isso precisa ser destacado, já que no Judiciário e o Legislativo, que não são poderes que promovem arrecadação, os servidores tem recebido a RGA como lhes é de direito. O Governo do Estado se orgulha em apontar suas 'contas no azul' e cria novas despesas antes de cumprir com o compromisso básico de pagar devidamente seus servidores", diz trecho da postagem do Sindes.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Valdeir Pereira, também se manifestou contrário a fala de Botelho e destacou a necessidade de se "reestabelecer a verdade".

“Em nenhum momento houve negligência do Fórum Sindical quanto a RGA. Estamos na busca de conversa com o Governo desde o ano passado e não há retorno. Semana passada, os dirigentes cobraram audiência e foram buscar informações sobre a RGA na tentativa de diálogo com o Governo e quase foram expulsos da Seplag (Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento)”, explicou.