A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, nesta quarta-feira (11), reajuste de 5,79% da Revisão Geral Anual (RGA) de 2023 para os servidores públicos do Estado. Inicialmente, as projeções quanto ao percentual estavam sendo construídas em 7%. No entanto, a proposta final do Governo ficou abaixo das articulações, sob a justificativa de que seguiria o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Poucas horas antes da proposta ser votada, Botelho argumentou que se reuniu na noite anterior (10), com o governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos) e com o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, para tratar das propostas referentes ao RGA.
O chefe do Parlamento estadual citou que o valor seria de apenas 5,79% e não descartou a possibilidade da criação de uma recomposição das perdas, mas citou que não houve resistência por parte dos sindicatos que representam o servidores. Em sua visão, a categoria entendeu as condições financeiras do Governo.
"[Pivetta e Gallo estavam] argumentando que não é possível, e eles tem que se basear no índice e os Índices que estavam lá é esse [valor]. Então, eles [sindicatos] têm que respeitar isso. Pode se fazer, mas não agora, uma futura reposição das perdas que ficaram para trás. Essa é uma posição minha, mas aparentemente não está tendo uma luta dos sindicato dos servidores, então, aparentemente eles estão concordando com isso", afirmou.
Por outro lado, após a aprovação da proposta de 5,79%, o Sindicato dos Profissionais de Desenvolvimento Econômico e Social de Mato Grosso (Sindes-MT) afirmou que, desde a primeira gestão do governador Mauro Mendes (União Brasil), tem tentado uma aproximação e diálogo, mas não foram recebidos pelo chefe do Palácio Paiaguás. A entidade se manifestou nas redes sociais e expôs a insatisfação da categoria quanto ao percentual.
"O Sindes não está satisfeito com uma RGA que desconsidera o histórico de perdas salariais dos servidores do Executivo. Isso precisa ser destacado, já que no Judiciário e o Legislativo, que não são poderes que promovem arrecadação, os servidores tem recebido a RGA como lhes é de direito. O Governo do Estado se orgulha em apontar suas 'contas no azul' e cria novas despesas antes de cumprir com o compromisso básico de pagar devidamente seus servidores", diz trecho da postagem do Sindes.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Valdeir Pereira, também se manifestou contrário a fala de Botelho e destacou a necessidade de se "reestabelecer a verdade".
“Em nenhum momento houve negligência do Fórum Sindical quanto a RGA. Estamos na busca de conversa com o Governo desde o ano passado e não há retorno. Semana passada, os dirigentes cobraram audiência e foram buscar informações sobre a RGA na tentativa de diálogo com o Governo e quase foram expulsos da Seplag (Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento)”, explicou.
Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse







Silva 12/01/2023
Mesmo se tivesse resistência deputado, todo mundo sabe, que ficaria na mesma. Tudo da certo para o legislativo. Não precisa de resistência, precisa de deputados consciente e de palavra para os servidores.
banca 12/01/2023
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
Aldo 12/01/2023
O que fazer, depois que vocês aprovaram todo tipo de atrocidade contra os servidores e aposentados de Mato Grosso. Quando o governador e os deputados ouviram os servidores, Mato Grosso passa por um período de maior falta de respeito com o servidor de sua história.
Teti 11/01/2023
Na realidade as perdas salariais já somam uns 25% e o sindicato já protocolou,tentou negociar com o governo mas não fomos ouvidos .Os deputados sabem disso estão nos fazendo de besta . E assim vai o nosso confisco de 14/% mesma coisa é só descaso . Vamos acreditar em quem?
A t 11/01/2023
Depois dessa vão aceitar passivamente a esmola de 5% e ficarão calados até a data base de 2024? Ou vão convocar uma greve geral com todas as categorias do executivo? Estão dando o CALOTE nos servidores e, com isso, não estão cumprindo com a constituição federal (RGA 2019, 20 e 21) . Se tem respaldo jurídico para a greve, porque não mobilizam todas as categorias??? A pergunta que não quer calar...
5 comentários