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CATHEDRA VENALIS

Ilde nega elo com articulação da Mesa em VG e reforça que R$ 40 mil são de empréstimo para obra

Após ter acesso aos autos, parlamentar nega qualquer elo com Wanderley e diz que sua participação na festa foi a convite de Miguel

Patricia Sanches

Rodinei Crescêncio/Rdnews

ilde taques camara de cuiabá

 Vereador por Cuiabá Ilde Taques

O vereador Ilde Taques (Podemos), de Cuiabá, reafirma que não participou de articulações envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande e que esteve apenas em uma confraternização com parlamentares do município, a convite de Miguel Júnior, de quem é amigo pessoal. O caso é investigado pelo Gaeco e culminou na deflagração da Operação Cathedra Venalis. À época, Wanderley Cerqueira (MDB) chegou a ser eleito, mas o processo eleitoral interno foi anulado por desrespeito ao marco temporal estabelecido pelo Supremo para esse tipo de escolha.

Sobre os R$ 40 mil encontrados durante uma abordagem da Rotam, logo após a confraternização com aliados de Wanderley, Ilde ressalta que estava com o vereador Alex Rodrigues e que, na ocasião, informou imediatamente aos policiais que o dinheiro lhe pertencia. Segundo ele, o valor é proveniente de um empréstimo pessoal e seria usado para pagar despesas de uma obra em sua propriedade.

O episódio é narrado em relatório — com fotos da abordagem e do dinheiro — que embasou a Operação Cathedra Venalis, deflagrada nesta terça-feira (20), que investiga suspeita de compra de apoio político na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. Ilde assegura que, após os devidos esclarecimentos, ele e Alex foram liberados e sustenta que não houve indicação de irregularidade ou ilegalidade em sua conduta. “Não houve nenhuma apreensão, nem nessa abordagem e nem na busca e apreensão”, declarou.

O vereador também informou que sua defesa já teve acesso à decisão judicial e ressaltou que não tem atuação política na Câmara de Várzea Grande. Ele foi eleito presidente da Câmara de Cuiabá para o biênio 2027/2028.

“Após tomar conhecimento da decisão judicial, portanto com segurança jurídica para prestar os devidos esclarecimentos aos cidadãos, e de notícias veiculadas na imprensa, faço questão de reafirmar que sou vereador por Cuiabá, eleito por unanimidade presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá em um processo íntegro e legítimo, que todos acompanharam o quanto foi desafiadora a construção da eleição da Mesa Diretora de Cuiabá. Não faz sentido estarmos envolvidos em articulações políticas de outro município”, frisa Ilde.

O parlamentar reforça que não tem ligação política, muito menos ilícita, com os vereadores de Várzea Grande e diz conhecer apenas Miguel Júnior, de quem é amigo pessoal. Em seguida, ressalta que apenas participou do almoço a convite de Miguel, mas sem nenhum envolvimento nas articulações do pleito interno. “Miguel é o único vereador que conheço e tenho relacionamento em Várzea Grande, não conheço e nem tenho proximidade com o Wanderley ou qualquer outro vereador de lá”, afirmou.

Por fim, o vereador da Capital lamenta que esses fatos tenham levado ele e Alex à condição de investigados, mas ressalta confiar no trabalho do Ministério Público e da Justiça de Mato Grosso. “Estou inteiramente à disposição para os esclarecimentos que ainda forem necessários e tenho certeza que ao final das investigações ficará comprovado que não participei e nem participo de ações ilegais”, finaliza, reforçando que irá provar sua inocência.

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