Botelho rechaça possível pedido para anulação das eleições; Cattani aprova
Presidente da AL diz que não há provas de fraudes, enquanto bolsonarista defende eleições limpas
Os deputados estaduais reeleitos Eduardo Botelho (União Brasil) e Gilberto Cattani (PL) se posicionaram de forma divergente, nesta quarta-feira (16), sobre o possível pedido do presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, para anulação das eleições que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.
A informação foi inicialmente divulgada pelo portal O Antagonista, que revelou o plano do PL. O partido alega ter contratado duas auditorias sobre as urnas e acusa suposta "parcialidade" do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na condução do pleito.
Montagem/RDNews
Para Botelho, que é presidente da Casa de Leis, não há provas para os questionamentos levantados sobre o resultado das eleições. Além disso, ele também se posicionou sobre as manifestações feitas por bolsonaristas, e já classificadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como antidemocráticas, afirmando que tratam-se de atos legítimos, desde que não impeçam o direito de ir e vir. No entanto, criticou severamente as pautas defendidas pelo grupo da extrema-direita.
"Não pode trancar [as ruas], aí já é inconstitucional. Pedir itervenção é inconstitucional. Na minha avaliação é fora da realidade, fora do contexto. É você querer rasgar a Constituição, querer acabar com tudo que está aí. Ao menos que prove. Houve alguma coisa errada nas eleições? Ninguém provou nada. Pedir, todo mundo pede, até quem perde Copa do Mundo, quem perde jogo de futebol. Faz parte do jogo. Agora, vão anular [as eleições] por quê? Baseado em suposições?", questinou.
“ Houve alguma coisa errada nas eleições? Ninguém provou nada. Pedir, todo mundo pede, até quem perde Copa do Mundo, quem perde jogo de futebol. Faz parte do jogo”
Eduardo Botelho"Não tenho medo"
Defensor ferrenho do presidente derrotado Jair Bolsonaro (PL), Cattani pontuou que não recebeu nenhum posicionamento oficial da sigla referente ao possível pedido de anulação, mas deixou claro que está de acordo com o pedido e que não teme se o imbróglio terminasse com a anulação da reeleição dele na Assembleia. O bolsonarista disse que está disposto a anular sua própria vitória "em favor do Brasil".
"Se porventura acharem que existe alguma irregularidade, cabe sim. Se a eleição não foi limpa, cabe, simples assim. [...] Para nós não é risco nenhum, não é perda de ganho nenhum. Nós queremos eleições limpas. Isso é ganho para o país, só isso. Se ela [eleição] for cancelada, não tenho medo nenhum", argumentou.