Cattani faz evento pró-armas com ex-vereador cassado por homicídio
Paccola foi cassado por assassinar servidor público e está condenado na Operação Caravage
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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), por meio da Frente Parlamentar da Segurança Pessoal da Assembleia Legislativa realiza, na próxima segunda-feira (06), evento para debater o decreto editado pelo Governo Federal que tornou mais restritas as regras para registro, posse e porte de armas de fogo. Entre os convidados do parlamentar está o ex-vereador Tenente-coronel Paccola, cassado no ano passado por quebra de decoro parlamentar após matar o agente do sistema socioeducativo Alexandre Miyagawa, o "Japão", com três tiros nas costas.
No convite para o evento, Cattani, que é coordenador da Frente Parlamentar, afirma que o debate é necessário porque a medida do Governo Federal beneficia os criminosos e dificulta o direito de defesa das vítimas, além de prejudicar uma atividade econômica e a geração de empregos em Mato Grosso.
A participação de Paccola no evento causa polêmica, já que o ex-vereador, além de perder o mandato em decorrência do assassinato do servidor público, também foi um dos alvos da operação Coverage, deflagrada em 21 de agosto, para investigar crimes de organização criminosa armada, obstrução de justiça, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação. Além de Paccola, os tenentes Cleber Ferreira, Sada Ribeiro Parreira e Thiago Satiro Albino, também foram alvos.
Na época, Paccola estava lotado na Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça, onde exercia outras funções, além do curso de tiro. O oficial chegou a ser condenado a 4 anos de prisão no âmbito da Operação Coverage, no entanto, não perdeu a patente.
Segundo Cattani, o convite para que o ex-vereador participasse do evento surgiu porque Paccola é comerciante do setor armamentista e possui um dos maiores clubes de tiro de Cuiabá.
Além de Paccola, o evento também terá a participação do professor universitário e filósofo Danilo Atala; do coordenador regional pró-armas MT, André Maximino; fundador do pró-armas e deputado federal por MS, Marcos Pollon e o promotor de Justiça, Luciano Lara.