Cuiabá, 02/11/2026

Deputado critica demora na duplicação de trecho da BR-163: Corredor da morte

Segundo Diego Guimarães, o cronograma do governo federal prevê o final da duplicação de 250 quilômetros em 10 anos

O deputado Diego Guimarães (Republicanos) teceu críticas à demora na duplicação do trecho de 250 km da BR-163, que é de responsabilidade da empresa Via Brasil. Em entrevista ao #rdnews, o parlamentar salienta que o ritmo em que as obras vêm acontecendo é insuficiente para sanar os problemas na área, tendo em vista a quantidade de acidentes registrados na rodovia, por exemplo. Ele cobra uma mudança de prazo.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

 

Parte do trecho da BR-163 é administrada pela Nova Rota do Oeste e já vem sendo duplicada. No entanto, um trecho de cerca de 250 quilômetros é de responsabilidade da empresa Via Brasil, em um contrato de concessão de 1.009 km, que não previa duplicação.

O deputado afirmou que, após esforços da bancada estadual e federal de Mato Grosso, foi autorizada uma remodelagem na concessão. O novo cronograma, entretanto — apresentado pelo Governo Federal — prevê a finalização da duplicação em até 10 anos, o que significa apenas vinte quilômetros de duplicação por ano.

"Da forma que está posta, muita gente ainda vai morrer na BR-163 entre Sinop e Guarantã do Norte. Há uma semana e meia, em uma única semana, foram ceifadas quatro vidas. É o trecho de rodovia federal que mais mata no Brasil. É literalmente um corredor da morte aquilo ali. Eu já conversei com o senador Jayme Campos, ele topa também vir conosco nessa pauta para unir a bancada federal, para nós irmos à presidência da ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] e dizer que Mato Grosso não pode aceitar uma duplicação de 245,8 quilômetros em 10 anos", pontuou o parlamentar.

Diego destacou que o Governo Federal vem duplicando de 100 a 120 quilômetros por ano o trecho entre Nova Mutum e Sinop. "Como vamos aceitar 10 anos para fazer 20 quilômetros por ano? Isso é muito lento, vai engarrafar ainda mais, vai estressar ainda mais essa rodovia e mortes acontecerão. Então, a nossa ideia é encurtar esse prazo", finalizou.