Cuiabá, 28/10/2026

Wanderley nega manobra para travar eleição da Mesa: Tenho até 31 de dezembro

Grupo ligado à prefeita Flávia Moretti quer realização da eleição o quanto antes e acionou a Justiça

Rodinei CrescêncioRdnews

O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou a existência de qualquer manobra referente à eleição da Mesa Diretora. Segundo ele, o Legislativo tem liderança e o prazo regimental termina apenas em 31 de dezembro, ou seja, não existiria nenhuma ilegalidade no fato de postergar a definição.

O bloco de oposição a Wanderley, ligado a prefeitura Flávia Moretti (PL), cobra a realização da eleição e acusa o presidente de estar segurando a votação por não ter a maioria dos vereadores para ser reeleito. Ele, porém, frisou que não há irregularidades no processo eleitoral, pois o marco temporal está sendo respeitado: "Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada".

"Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição. Eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro", frisou ele, em entrevista à imprensa.

No início do mês, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Várzea Grande, solicitou informações antes de decidir sobre um recurso que busca obrigar o presidente a convocar imediatamente um novo pleito. O presidente destacou que não há nenhum ordem para pautar a votação. 

Na primeira votação, realizada em maio, reconduziu Wanderley à presidência da Câmara para o biênio 2027/2028, mas foi anulada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) por desrespeito ao marco temporal necessário para esse tipo de escolha. Agora, ele demonstra que vai esticar a corda até o final após a contestação da sua vitória.