Cuiabá, 17/09/2026

Corregedoria investiga policial penal suspeito de esquema de entrada de celulares em presídio

Segundo a Sejus, a apuração contra o policial penal está em andamento e possui caráter reservado

A Corregedoria-Geral da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) de Mato Grosso instaurou procedimento para investigar a responsabilidade funcional do policial penal Nazil Santos Silva, que foi alvo da Polícia Civil por suspeita de facilitar a entrada clandestina de aparelhos celulares e outros itens para integrantes de uma facção criminosa dentro do sistema prisional.

Como já informado pelo #rdnews, Nazil foi alvo da Operação Insídia, deflagrada na última quarta-feira (09) pela Gerência de Combate ao Crime Organziado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

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 No detalhe, Nazil Santos Silva

Em nota, a Sejus informou que a apuração na Corregedoria contra o policial penal está em andamento e possui caráter reservado. "A secretaria acompanha o desenvolvimento das investigações e adotará as providências administrativas cabíveis de acordo com os elementos apurados, observados os procedimentos legais aplicáveis", reitera a Sejus.

Professora seria comparsa

Além de Nazil, a professora Karoliny Cardoso Viegas também foi alvo da operação. Ela era contratada da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e atuava como professora em salas anexas de uma escola estadual no Centro de Ressocialização de Várzea Grande. 

Segundo a Polícia Civil, os dois utilizavam suas condições funcionais para viabilizar a entrada clandestina de celulares e outros itens em favor da facção.

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Karoliny Cardoso Viegas e Nazil Santos Silva

O policial penal cobrava valores entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por cada celular levado para integrantes da facção criminosa. Durante a sua atuação, ele chegou a utilizar a conta de sua companheira para receber os valores, como forma de dificultar a rastreabilidade das movimentações financeiras. 

Operação Insídia

Contra a dupla, foram cumpridas as prisões preventivas, dois mandados de busca e apreensão, dois bloqueios de valores e duas medidas de suspensão cautelar do exercício das funções públicas. As ordens judiciais foram expedias pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da capital.

O bloqueio de ativos financeiros é nos valores de R$ 14,6 mil para a professora e de R$ 25,5 mil para o policial penal.

Os dois são investigados pela prática dos crimes de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa. A atuação dos servidores estaria relacionada à logística de integrantes de uma facção criminosa.

Os mandados de buscas têm como objetivo a apreensão de novos elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.

Investigação

As investigações iniciaram em junho de 2025, após análise de materiais apreendidos que identificaram transferências via Pix destinados à professora investigada, realizados por reeducandos ou por familiares e visitantes cadastrados.

As informações coincidiram com uma denúncia que apontava a atuação da professora e do policial penal na introdução clandestina de aparelhos celulares e outros itens ilícitos na unidade prisional, mediante o recebimento de vantagens financeiras indevidas.