Cuiabá, 21/10/2026

Grávida espancada em Guarantã é irmã de adolescente assassinada - entenda

Segundo a imprensa local, a jovem precisou ser intubada e seu quadro de saúde é considerado grave

A mulher de 22 anos, brutalmente agredida por um homem de 24 anos, na madrugada deste domingo (06), em Guarantã do Norte (a 709 km de Cuiabá) está grávida e é irmã da adolescente Kethlyn Vitória Souza, de 15 anos - morta com um tiro na cabeça, disparado pelo namorado Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, de 29 anos, no mesmo município. Além disso, a suspeita é que o pai do bebê da vítima seja o irmão de Bruno Felisberto, que também é médico na cidade. 

Ao #rdnews, o delegado de Polícia Civil, Wener dos Santos Neves - que está à frente da investigação - confirmou as informações e disse que, até o momento, não foi identificada nenhuma relação entre o suspeito e a irmã de Kethlyn, exceto pelo fato de que ele é irmão da esposa do médico suspeito de ser o pai da criança, ou seja o suspeito é cunhado do irmão de Bruno Felisberto.

Montagem/Reprodução

Delegado de Polícia Civil, Waner dos Santos Neves, que investiga o caso; na janela, a adolescente Kethlyn Vitória, que foi assassinada meses atrás

Conforme já publicado, na madrugada de domingo, uma vizinha recebeu uma ligação da vítima, onde pedia socorro, a mulher ouviu então barulho de agressões e subiu no muro para averiguar a situação, quando avistou a vítima sendo espancada com um objeto de ferro. Diante disso, o rapaz fugiu.

A Polícia Militar realizava rondas na região e identificou um homem com as roupas ensaguentadas a cerca de 600 metros do imóvel onde havia sido registrado as agressões. Durante a abordagem, ele tentou fugir para um terreno baldio, mas foi capturado. 

A vítima foi socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Municipal. Ela teve o rosto desfigurado, o braço quebrado e tinha hematomas pelo corpo, inclusive na região do abdômen. Segundo a imprensa local, a jovem precisou ser intubada e seu quadro de saúde é considerado grave. 

Relembre o caso Kethlyn Vitória

Na madrugada do dia 03 de maio, a adolescente Ketlhyn Vitória de Souza foi baleada na cabeça e levada, por Bruno Felisberto, ao Hospital Nossa Senhora do Rosário, em Guarantã do Norte. Na unidade médica, a equipe tentou reanimá-la por aproximadamente 40 minutos, mas Ketlhyn não resistiu aos ferimentos e morreu. 

Ainda no hospital, Bruno teria danificado uma janela e uma porta do local, em meio a um abalo emocional, e posteriormente fugiu do local.

No dia 05 de maio, dois dias após o crime, o médico se entregou à Polícia Civil, acompanhado de seu advogado, alegando que o tiro teria sido acidental. 

Diante da repercussão do caso, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou uma sindicância para apurar a conduta ética do médico. A medida foi confirmada em 14 de maio pelo próprio Conselho, que afirmou acompanhar de perto o andamento da investigação criminal.

No dia 26 de maio, um laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu que o disparo feito por Bruno Felisberto foi acidental, após a realização de uma reprodução simulada. Mesmo assim, o médico segue indiciado por feminicídio por dolo eventual - quando não se quer o resultado, mas assume o risco de produzi-lo. O inquérito foi concluído e enviado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que deve oferecer denúncia à Justiça.