Imagens mostram PMs, diretor da PCE e acusado de liderar CV antes de reunião
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Imagens da câmera de segurança, segundo Gcco, mostram diretor da PEC, militares e preso
Um vídeo que mostra policiais militares entrando na sala da direção da Penitenciária Central do Estado (PCE) junto com suspeito de liderar uma facção criminosa é utilizado como uma das provas da Operação Assepsia, que apura a entrada de aparelhos celulares na unidade prisional.
As imagens, feitas pelo circuito de segurança interna da PCE, mostram o diretor da penitenciária, Revétrio Francisco da Costa, com o subtenente Ricardo de Souza Carvalhaes e o cabo Denizel Moreira, ambos da Rotam, e o tenente Cleber de Souza Ferreira, lotado no Terceiro Batalhão.
Junto com eles está, de acordo com a Polícia Civil, Paulo Cesar da Silva, conhecido como Petróleo, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV) na Capital.
Nas imagens, é possível ver os cinco homens caminhando em um corredor da PCE, em sentido à sala da direção da unidade prisional. O vídeo foi registrado em seis de junho deste ano, por volta das 15h.
No encontro, eles teriam feito uma reunião que, segundo a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) – responsável pelas apurações da Assepsia –, durou cerca de uma hora. O assunto discutido entre eles não foi divulgado pela Polícia Civil.
Os cinco homens que, segundo a GCCO, aparecem no vídeo foram presos durante a Assepsia, deflagrada na manhã de terça (18). Além deles, também foi detido o subdiretor da unidade, Reginaldo Alves dos Santos, conhecido como Peixe, que é acusado de participar do grupo que facilitava a entrada de celulares na unidade prisional.
Outro alvo da operação é Luciano Mariano da Silva, o Marreta. Ele, assim como Petróleo, é apontado como principal líder do Comando Vermelho em Cuiabá. Os dois acusados de integrar o CV, que já estavam presos, foram alvos de mandados de prisão preventiva. Segundo as investigações, eles teriam se beneficiado pelas entradas ilegais de celulares na PCE.
Veja o vídeo do momento em que os homens caminham no corredor da PCE:
Associação nega participação de militares
Por meio de nota, divulgada na última quarta (19), a Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof/MT) afirmou que os militares presos na Assepsia estavam realizando um trabalho de inteligência para a PM e foram pegos por engano.
“Em conversa com os militares, verificamos que, na verdade, a prisão deles teria ocorrido por um equívoco, pois o que eles teriam ido fazer na unidade prisional era se reunir com o reeducando para colher informações de ações criminosas que estariam prestes a ocorrer em Cuiabá. É importante registrar que esses militares já atuaram em diversas operações com apreensão de drogas e armas, bem como, na prevenção de assaltos a estabelecimentos comerciais”, diz trecho da nota.
A GCCO, porém, reitera que não houve engano nas prisões e afirma que há envolvimento dos militares com os crimes investigados na operação.