Polícia

Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019, 11h:58 | Atualizado: 19/06/2019, 18h:31

Assof diz que militares atuavam em ação de inteligência e foram presos por engano

A Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof/MT) garante, por meio de nota, que os militares presos na terça (19), durante a Operação Assepsia, deflagrada após investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) sobre a entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais do Estado, estavam realizando um trabalho para a inteligência da PM e teriam sido pegos por engano.

Reprodução

Assof

Associação garante acompanhar o caso e sai em defesa dos militares presos pelo GCCO

Segundo a nota, a Assof só ficou sabendo da prisão através da imprensa e seguiu para a sede da GCCO. E uma segunda equipe foi para o Fórum de Cuiabá, onde constatou que os militares presos se tratavam do Tenente PM Cleber de Souza Ferreira (3º BPM), Subtenente Ricardo de Souza Carvalhaes de Oliveira (ROTAM) e Cabo PM Denizel Moreira dos Santos (ROTAM), todos atuando no serviço de inteligência da Polícia Militar. 

A representação da Polícia Civil, encaminhada à Justiça, informou que os três militares, em associação com os agentes prisionais, teriam se organizado para facilitar a entrada de um freezer recheado de aparelhos celulares dentro do Presídio do Carumbé. Como prova do alegado, a GCCO anexou na representação áudios e vídeos do sistema de CFTV do Carumbé, que mostravam os PMs adentrando a unidade prisional e se reunindo com o diretor do presídio e um reeducando. 

“Em conversa com os militares, verificamos que, na verdade, a prisão deles teria ocorrido por um equívoco, pois o que eles teriam ido fazer na unidade prisional era se reunir com o reeducando para colher informações de ações criminosas que estariam prestes a ocorrer em Cuiabá. É importante registrar que esses militares já atuaram em diversas operações com apreensão de drogas e armas, bem como, na prevenção de assaltos a estabelecimentos comerciais”, diz trecho da nota. 

É importante registrar que esses militares já atuaram em diversas operações com apreensão de drogas e armas, bem como, na prevenção de assaltos a estabelecimentos comerciais

Assof/MT

Ainda conforme a associação, os militares são considerados profissionais sérios, responsáveis e em suas fichas funcionais não existem registros de desvios de conduta. Ao sindicato, o Tenente Ferreira, disse que a atuação dele e dos demais policiais militares no caso concreto era de conhecimento dos seus superiores hierárquicos, tanto no batalhão quanto no comando regional. 

Por fim, a Assof informa que o Tenente Ferreira está recolhido no 3º Batalhão e está sendo acompanhado por um advogado escolhido e contratado por ele e que, apesar de não ser associado da ASSOF, a associação continuará acompanhando o caso, "sempre zelando pelo respeito às prerrogativas e garantias de nossa carreira".

Operação

Ao longo das investigações, a Polícia Civil conseguiu comprovar que no, mesmo dia, duas horas antes do freezer ser interceptado, os três militares e os diretores da unidade, participaram de uma reunião a portas fechadas com o preso, líder da organização criminosa, por mais de uma hora, dentro da sala da direção. "Toda a dinâmica dos fatos foi registrada pelas imagens da unidade prisional”, aponta o relatório da investigação.

No decorrer da apuração, ficou constado ainda que o veículo utilizado para a entrega do freezer, na unidade, pertence a outro reeducando, que também é considerado uma das lideranças da mesma facção. Esse reeducando divide cela com o destinatário do equipamento.

Além das prisões preventivas dos servidores públicos e dos líderes da facção criminosa, serão cumpridas medidas de busca e apreensão nas dependências da Penitenciária Central do Estado.

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Comentários (5)

  • Cb.cina | Sexta-Feira, 21 de Junho de 2019, 01h45
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    Olha a Pm não é investiga ...ela é ostensiva e todas as vezes que a Pm tentou mostrar esse serviço só deu merda e outra coisa cadê a tal parceria entre a Pm e polícia civil...isso vai sobrar pra esses pms larga de ser burro e outra coisa pra fazer uma reunião dessa elesemana tinha que comunicar superiores e igual tentar falar pra mulher a mancha de baton na cueca

  • Aldo Carlos | Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019, 14h47
    1
    1

    Aldo Carlos, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Cristo Santo | Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019, 13h27
    7
    1

    Meu Deuuuusssss!!!! Essa associação ridícula tem coragem de vir querer acobertar a ação criminosa cometida pelos policiais. Onde já se viu o cara fazer parte de organização criminosa e introduzir celulares em presídio ser capítulo de trabalho de inteligência?? Inteligência para o crime, isso sim.

  • Cidadao | Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019, 12h19
    11
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    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk a piada do dia.... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk quando vc pensa q já viu de tudo e vê q n viu nem o começo.....

  • Jango | Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019, 12h09
    10
    1

    Eu disse ado-a-ado! Cada um no seu quadrado! Ado-a-ado! Cada um no seu quadrado!

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