Cuiabá, 18/09/2026

Suspeito de matar PM em projeto social é indiciado por homicídio

Relacionamento com mulher casada teria motivado assassinato do policial Renato Oliveira Aragão, aponta DHPP

Jhonatan Vieira dos Santos, de 33 anos, foi indiciado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá pelo crime de homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima. Ele é apontado como autor do homicídio do policial militar Renato Oliveira Aragão. O crime aconteceu na noite do dia 4 de agosto, em um projeto social de lutas marciais em que o policial era professor, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande.

Rdnews/Reprodução

 

Segundo a Polícia Civil, embora Jhonatan tenha se mantido em silêncio no interrogatório, todas as informações colhidas durante as investigações confiram sua autoria, bem como sua ação isolada no crime. A arma utilizada pertencia ao investigado, o qual detinha a posse irregular há vários anos.

Depoimentos das testemunhas e pessoas com vínculo entre vítima e suspeito, demonstraram que o crime teve motivação passional. O PM estaria mantendo um caso amoroso com a companheira de Jhonatan por cerca de dois anos, entre términos e reatamentos do caso extraconjugal.

O suspeito foi indiciado por homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima, com previsão de pena que varia de 12 a 30 anos de reclusão.

A Polícia Civil ainda aguarda o resultado dos laudos de balística envolvendo a arma usada no crime, bem como laudos complementares.

O investigado segue preso preventivamente e o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário onde ficará à disposição do Ministério Público para análise e possível oferecimento de denúncia.

O crime

Conforme já publicado pelo #rdnews, o crime aconteceu na noite dessa terça-feira (04), em um projeto social de lutas marciais em que o policial era professor, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Renato estava ministrando aulas de Jiu-Jitsu, quando o atirador invadiu o local e descarregou a arma contra o policial. Foram seis disparos de revólver calibre 38. O PM caiu no tatame já sem sinais vitais. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Jonathan foi imobilizado pelos próprios alunos do projeto, que o detiveram até a chegada da PM. Ele foi preso em flagrante e foi encaminhado para a delegacia. Durante interrogatório ao delegado Rogério Gomes, da DHPP, ele permaneceu em silêncio.