Jhonatan Vieira dos Santos, de 33 anos, suspeito de matar o policial militar Renato Oliveira Aragão a tiros na noite desta terça-feira (4), passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva na tarde desta quarta (5). A decisão é do juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande. O processo tramita em segredo de Justiça.
Rdnews/Reprodução
À esquerda, o suspeito Jhonatan Vieira dos Santos; à direita, a vítima, o PM Renato Oliveira Aragão
Conforme publicado pelo
, o PM, de 32 anos, foi executado com 6 tiros de revólver calibre 38 enquanto dava aula de Jiu-Jitsu em um projeto social para crianças e jovens no bairro Cristo Rei. Após os disparos, Renato caiu no tatame já sem sinais vitais.
Imediatamente, os próprios alunos do projeto imobilizaram e detiveram o autor do crime e acionaram a Polícia Militar. Jhonatan foi preso e conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, onde foi entregue à Polícia Civil.
A investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá aponta que a vítima, supostamente, estaria envolvida com a esposa de Jhonatan, o que teria motivado o crime. O atirador foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio qualificado pelo meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O suspeito já havia procurado o PM dias antes do crime. Segundo o delegado Rogério Gomes, em março deste ano, logo após Jhonatan descobrir o suposto relacionamento de sua esposa com o policial, ele registrou um boletim de ocorrência sobre a traição. Testemunhas contaram que o atirador ficou bastante descontente com o relacionamento, que durava cerca de dois anos, e procurou até a esposa do PM para relatar o caso.
PM e alunos lamentam
Renato atuava como professor de Jiu-Jitsu e também participava de torneios de artes marciais nas funções de árbitro e atleta. Nas redes sociais, alunos, amigos, conhecidos e familiares lamentaram a morte. "Que triste, era tão bonito ve-lo buscando a filhinha dele na creche. Só ele que buscava. Ela era apaixonada pelo paizinho dela. Triste saber que essa conexão não vai mais acontecer", diz um comentário.
"Descanse em paz, professor. O seu legado continuará vivo em cada valor que você plantou nos tatames e na vida dos seus alunos", escreveu outro.
O comandante do 2º Comando Regional, coronel Ricardo Mendes, também lamentou o assassinato do policial militar, mas enfatizou a rápida ação policial que resultou na prisão do suspeito do homicídio.
“É uma triste perda para nossa corporação, de um policial que estava exercendo a função social e teve sua vida interrompida covardemente. Felizmente, apesar da situação triste, conseguimos deter o assassino e levá-lo preso. Esperamos que a Justiça seja feita de forma rápida e desejamos que Deus conforte todos os familiares e amigos pela perda do cabo Aragão”, disse.
Em nota, a Federação de Jiu-Jitsu Esportivo do Estado de Mato Grosso também lamentou a morte de Renato. “Professor disciplinado, respeitoso e sempre muito agradável, Renato Aragão contribuiu de forma significativa para o crescimento do jiu-jitsu esportivo em nosso estado”, diz trecho.
“Além de levar seus alunos e seu projeto social aos campeonatos, também foi um dos organizadores da Equipe Mato Grosso nas disputas de Campeonatos Brasileiros e Mundiais. Esteve sempre presente, ajudando e colaborando de maneira efetiva para as importantes conquistas e os títulos alcançados por nossa equipe ao longo desses anos”, acrescenta.
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