Delegado ironiza organização e promotor não menospreza adversário - veja vídeos
Rodinei Crescêncio
Delegado Flávio Stringueta, titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado, refuta a ideia de que a orgainização criminosa tenha grande poder
"Comédia Vermelha". É assim que o delegado titular da Gerência de Combate ao Crime organizado (GCCO), Flávio Henrique Stringueta, classifica a facção em Mato Grosso. Por outro lado, o promotor Mauro Zaque, um dos primeiros a investigá-la no Estado, destaca que o crime organizado é um fenômeno, um adversário que não deve ser menosprezado.
Para tratar sobre o assunto, o delegado Flavio Stringueta recebeu o #rdnews e explicou que o CV tem comandos regionais. Ele faz um comparativo com a polícia, que também tem os seus delegados regionais. “São pessoas que recebem as ordens aqui do comando geral e passam para os comandos regionais e assim vai. Existe uma hierarquia e, por isso, é chamado de crime organizado, com a formação da pirâmide”, esclarece.
Stringueta refuta a ideia de que o CV seja extremamente organizado e, por conta disso, na GCCO, é chamado de “Comédia Vermelha”.
“Mesmo assim, monitoramos os faccionados o tempo todo. Digo isso, nós da GCCO, com uma força tarefa com a Polícia Federal e a diretoria de inteligência. Temos números de telefones de uns que passam para outros e vamos os monitorando com frequência. Desta forma e de outras, tentamos antecipar as ações deles. Algumas vezes dá certo, outras não. Pois, com os aplicativos de mensagens, eles falam cada vez menos por ligações”.
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O promotor Mauro Zaque detalha que o Comando Vermelho é um fenômeno da época da ditadura. Cresceu muito e, atualmente, ocupa um espaço importante e exige do Estado como um todo um enorme envolvimento para que seja feito efetivo enfrentamento.
Rodinei Crescêncio
Promotor Mauro Zaque adverte que o melhor é dar a devida atenção a esse tipo de evento criminoso
"Isso exige da Assembleia e das câmaras municipais, pois é um fenomeno que vem ganhando força e o Estado ainda não mostrou que pode definitivamente superar e encerrar essa evolução da organização criminosa nesses moldes. Mas certamente hoje essas estruturas do crime estão mais organizadas, contudo as estruturas de estados de segurança pública, poder judiciário e MPE também se aprimoraram no combate", diz.
Zaque afirma que não tem o hábito de menosprezar o adversário, principalmente por ele causar um prejuizo enorme a sociedade. Destaca ainda que o Estado olha com atenção devida para esse tipo de evento criminoso.
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O promotor ainda destaca que não tem o hábito de subestimar o adversário, pois percebe que é um rival importante e que causa um prejuízo imenso à sociedade. Para ele, o Estado deve continuar olhando com responsabilidade para a facção e eventos criminosos produzidos por ela.