Terminais já buscam soluções após queda na arrecadação com o ICMS
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Prefeito de Alto Araguaia, Maia Neto
Os primeiros terminais ferroviários de MT foram em Alto Taquari e Alto Araguaia. Com a inauguração de Itiquira, o movimento dos terminais foi distribuído, mas sem causar perdas para nenhum dos lados. Quando o de Rondonópolis, o maior da América Latina, passou a funcionar, as atividades dos outros caíram consideravelmente, principalmente de Alto Taquari e Alto Araguaia.
O prefeito de Alto Araguaia, Maia Neto (PR), conta que a partir do momento que a América Latina Logística (ALL), empresa que tem a concessão da ferrovia em Mato Grosso, chegou ao município, aconteceu um boom de desenvolvimento. “Melhorou substancialmente. Foram mais empregos, aumentou o PIB porque a população tinha mais trabalho e assim por diante. Mas desde que Rondonópolis ganhou o seu terminal, a nossa economia desaceleou”.
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Vista aéria do terminal de Alto Araguaia só opera com 20% de sua capacidade
O movimento de escoamento caiu para 20% do que era originalmente e a quantidade de empregos gerados minguou, de acordo com o gestor de Alto Araguaia. Para ele, aconteceu um desaquecimento do setor que já é refletido na economia. Diante do cenário, agora, Maia Neto está querendo transformar a situação em novas oportunidades e minimizar as perdas.
Por exemplo, com o Programa Mato Grosso Integrado, a pavimentação da MT-100 está prevista para terminar em agosto deste ano. “Quando for concluída, haverá grande fomento por aqui, pois quero que Alto Araguaia faça o escoamento de trem de toda a produção do Vale do Araguaia, pois o trajeto será o mais curto e barato”, explica o prefeito. O gestor se articula ainda para receber a soja da região Sudoeste de Goiás e embarcá-la para Santos pelo terminal do seu município. “Nos próximos dias farei uma reunião com o governador Silval Barbosa (PMDB) para conversar sobre isso”, conta.
Indagado sobre a queda do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços, o gestor responde que ainda não teve reflexo oficial, pois os indicadores são feitos de dois em dois anos. “Como o terminal de Rondonópolis foi inaugurado há poucos meses, os números ainda não demonstraram nada, já que a próxima indicação é só em 2015. Mas eu não pretendo deixar ele cair, pois acredito que essas estratégias com a MT-100 e Goiás serão o suficiente para aquecer de novo a economia”, finaliza.