Há um ano e oito meses no mandato, o prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), toma mais uma medida áustera às vésperas do período natalino e do reveillon. A partir deste domingo (11), moradores da Capital passam a pagar R$ 2,7 pela tarifa de ônibus, valor que até o dia anterior era de R$ 2,5. Em Várzea Grande, o preço subiu de R$ 2,4 para R$ 2,6. Aproximadamente 270 mil moradores sofrem no bolso os efeitos da majoração da tarifa.
De um lado, mesmo que negue publicamente a pré-candidatura à reeleição, Galindo assume o revés negativo do impacto da medida em sua imagem, já desgastada, rumo ao pleito de 2012. Por outro lado, o gestor, responsável pelo comando do PTB no Estado, demonstra coragem política para levar adiante reformas administrativas postergadas a todo custo pelos antecessores, sendo os dois últimos, Roberto França, recém-filiado ao DEM, e Wilson Santos (PSDB), que optaram por recuar nas decisões impopulares ao menor som da chiadeira da oposição.
França, por exemplo, sofreu para retirar os vendedores ambulantes das ruas centrais da cidades e criar o atual Shopping dos Camelôs, que só foi consolidado na gestão de Wilson. Este, por sua vez, chegou a emplacar na Câmara o reajuste no custo do metro quadrado da planta genérica dos imóveis da cidade, porém teve que recuar ao enfrentar protestos de estudantes e membros de movimentos ligados ao transporte, além da oposição na Câmara, que contava naquele momento com nada menos que 3 vereadores do PT para combater o prefeito tucano.
Wilson deixou o Alencastro, no final de março de 2010, para concorrer sem sucesso ao governo e, de quebra, relegou ao sucessor uma série de “abacaxis”, que, desde então, Galindo vem descascando. Primeiro, o petebista levou adiante o projeto de reajuste em até 700% da planta genérica dos imóveis. Houve reclamações, discursos inflamados, mas o prefeito se manteve firme. No rastro do episódio, teve a celeuma em torno do projeto de concessão dos serviços de tratamento de esgoto e distribuição de água, hoje nas mãos da Sanecap. Mesmo em férias e após o retorno, o gestor sofreu com a pressão dos servidores da companhia, que conseguiram mobilizar estudantes e, até mesmo, sem-terra para acampar em frente à Câmara e tentar evitar a aprovação do texto, que acabou passando pelo “crivo” da Casa e foi sancionado pelo prefeito.
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Agora Galindo também trava novo embate, desta vez de forma organizada e pacífica, para retirar os camelôs da região central e abrigá-los num espaço específico. Na mesma linha dos demais atos considerados polêmicos, Galindo liderou o processo de reincorporação do estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, ao patrimônio da prefeitura, mediante termo de compra assinado com a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF).
Em contraposição aos antecessores, que faziam duras críticas ao governo do Estado, o petebista optou pelo diálogo. Sem cerimônia e com perfil mais técnico que político, Galindo foi bater na porta do gabinete do governador Silval Barbosa (PMDB) no período chuvoso, em busca de recursos para, ao menos, tampar os buracos da cidade. Conseguiu R$ 20 milhões num primeiro momento para pavimentação asfástica e limpeza urbana. Com a abertura do diálogo, Galindo também convenveu Silval a levar adiante as obras do PAC, bem como a assumir o gerenciamento dos Pronto-socorros de Cuiabá e Várzea Grande. Com isto, o petebista tenta se concentrar nas demandas administrativas para superar o desgaste que as medidas impopulares vêm gerando.
Se tudo funcionar conforme o previsto, Galindo deve colher o bônus das decisões "acertadas" e ganhar novo fôlego para tentar o segundo mandato consecutivo. Caso contrário, ele tentará se articular para retornar à Assembleia em 2014.







uelton fagundes 12/12/2011
parabens chico galindo! mete o ferro na bugrada
Tonhão da Betoneira 11/12/2011
Prefeito Chico, ocê não anda de onibus, né. O povo que se estrepe com preço alto, onibus sem ar condicionado, ponto sem coberta. Esperimenta andar de onibus. Vai ve o que é bom prá tosse. Vota no prá ser eleito de novo? So se eu tive loco.
Fernando Santos 11/12/2011
O blog poderia ter sido um pouco menos parcial em sua avaliação da atual administração de Cuiabá.Não consigo enxergar os beneficios que essas tão elogiadas medidas trouxeram para a Capital. Para quem anda pela cidade é claro e patente o descaso com que é tratada nossa Cuiabá. Seria interessante o jornalista sair de sua " torre de marfim" e procurar se inteirar da dura realidade de nossa combalida cidade.
SILVIA 11/12/2011
O LAMENTÁVEL E VER QUE TEM AUMENTADO OS IMPOSTOS, AS TARIFAS E O SERVIÇO SO TEM PIORADO... EX. A COLETA DE LIXO NUNCA ESTEVE TÃO PÉSSIMA...AS RUAS DE CUIABÁ VIVEM CHEIA DE CRIANÇAS ABANDONAS, DORMINDO NA RUA.....
marta 11/12/2011
a mafia do onubus nem quer que o brt e o vlt venha para cuiaba, e cade o clima de natal nas ruas de cuiaba? cuiaba ta esquecida pelos que não conhecem ela profundamente, infelizmente, os cargos publicos importantes estão nas maos de quem não ama cuiaba e seu povo infelizmente.
Jofre Soares 11/12/2011
Sr.Prefeito. com nova tarifa deveriamos ter novos onibua não acha? Esses que estão aí estão caindo aos pedaçõs e as empesas? Nada!!!!O povo? Só paga.
6 comentários