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GEÓLOGO ALERTA

Barragem do Manso diminui margens do Rio Cuiabá e pode impactar o Pantanal

Diagnóstico da 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá aponta que a Usina do Manso está retendo a areia que deveria descer pelo rio e modificando o fluxo fluvial

Maryelle Campos

Inaugurada em 1999, a Usina Hidrelétrica do Manso tem causado o que estudiosos chamam de “erosão das margens” nos rios e pode afetar o Pantanal. O impacto está ligado diretamente à retenção de areia na barragem, que interrompe a reposição natural de sedimentos do rio, e faz parte das informações levantadas durante a 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá, iniciativa do deputado Wilson Santos (PSD), cujos resultados foram apresentados nessa terça-feira (17). Durante os dias 9 a 13 de março, uma comitiva percorreu quase 900 km do Rio Cuiabá para identificar os principais problemas da bacia hidrográfica e dialogar com comunidades ribeirinhas. 

Gilberto Leite/ALMT

Usina do Manso

Segundo o geólogo, professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e presidente da Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo), Caiubi Kuhn, a areia que antes saía de Chapada dos Guimarães e descia pela bacia do Manso até chegar ao Pantanal está presa na barragem da hidrelétrica, que já opera há 27 anos.

“A partir do momento que fechou o Lago do Manso, não tem mais esses grãos de areia chegando, porque a grande área de onde vinham esses grãos de areia era a área que hoje está represada ali no Lago do Manso, que é principalmente o Rio Quilombo e o Rio da Casca. E aí isso vai modificar essa dinâmica fluvial e pode impactar o Pantanal profundamente, principalmente aprofundando o canal ou alargando o canal em alguns trechos e, com isso, reduzindo a possibilidade de água extravasar pela planície, que é o que faz o Pantanal ser o que ele é - principalmente nessa parte superior do Pantanal”, explica.

A crença de que a falta de areia nos rios é algo positivo não se aplica ao Pantanal, explica Caiubi. Segundo ele, há uma crença de que sem areia, o rio não assoreia, se torna mais profundo e permanece com seu curso natural. O Pantanal, porém, precisa que seus rios transbordem e alaguem as planícies durante o período das cheias, processo fundamental para manutenção do bioma e que dá o posto mundial de maior planície inundável.

Juntamente com outros rios - como Paraguai, Taquari, Miranda, Aquidauana, Negro e São Lourenço -, o Rio Cuiabá atravessa o Pantanal e está entre um dos principais do bioma. Os impactos provocados pela barragem já podem ser vistos entre a Capital e o município de Barão de Melgaço, em que as margens do rio estão diminuindo, aponta o geólogo.

“Então, o grão de areia que antes descia o Rio Cuiabá até o Pantanal, que saía lá de Chapada, descia ali toda a bacia do Manso, chegava no Rio Cuiabá, depois ia até o Pantanal, esse grão de areia hoje fica preso lá nessa parte de cima do Manso”, afirma.

Rodinei Crescêncio/RD News

Ge�logo Caiubi Kuhn

Uma mudança recente destacada pelo geólogo no cenário do Pantanal é a formação de praias de pedras entre o trecho de Cuiabá e o município de Rosário Oeste. Isso ocorre porque, sem os grãos que antes chegavam pela água, o Rio Cuiabá começa a carregar a areia que encontra. 

Reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera, o Pantanal bateu recorde de seca em 2024. Segundo dados do MapBiomas, o Pantanal registrou o período mais seco dos últimos 70 anos e foi o bioma que mais secou ao longo dos últimos 38 anos. 

Os impactos, porém, devem ultrapassar a esfera ambiental e alcançar também o setor de construção civil, já que a areia é uma das matérias-primas, indica o professor. Para o engenheiro ambiental e sanitarista e pesquisador da UFMT, Rafael Pedrollo, os impactos podem ser diversos como perda severa de solo e de área útil para população, queda de edificações próximas ao rio, diminuição drástica da qualidade da água e dificuldade para sobrevivência de muitas espécies aquáticas.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Resultados da 3� Expedi��o Fluvial pelo Rio Cuiab�

Balanço da 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá, que se trata de uma iniciativa do deputado Wilson Santos (PSD), foram apresentados nessa terça (17) na AL

A expedição

A 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá passou por Cuiabá, Várzea Grande, Rosário Oeste, Nobres, Acorizal, Chapada dos Guimarães, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço e Poconé e apresentou um diagnóstico com observações de pesquisadores, lideranças locais e representantes de órgãos ambientais. 

A ação contou com presença de diferentes órgãos públicos, como a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Marinha do Brasil, Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental, Associação do Segmento da Pesca de Mato Grosso (ASP), Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá e Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). 

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Anselmo 20/03/2026

Ei, Rafael Santos, ainda não criou vergonha na cara? Vai comer teu fardo de capim e fica quietinho no teu chiqueiro. Entendeu? Ou precisa desenhar?

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Rafael Santos 20/03/2026

kkk quanta asneira... kkkkkkkkkk quanta asneira! kkkkkkkkk agora estão contra a areia retida na usina kkkkkkk ! Só pode ser coisa de esquerdista, ENTÃO VAMOS ESVAZIAR A USINA E FI CAR SEM ENERGIA QUE TAL, kkkkkk Haja Lamparinas e abanadores de vento kkkkkkkkkkkkk É O FIM DA PICADA KKKKK!

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Marli 20/03/2026

Pior desgraça e essa usina...destruiu muita coisa e são as grandes responsáveis por muitos rios envadirem cidade.. Se essa estourar muita cidades ficaram debaixo d água..

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Ademir Barros 20/03/2026

Cuiabá precisa de atrações turísticas. Uma delas seria a ligação entre peixarias beira rio. Utilizando rio Cuiabá por Catamarãs. Seria muito legal deixar o veículo em estacionamento próximo aos locais de embarcação, subir ou descer o rio, até a peixaria desejada. Que tal?

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Carlos Alberto 20/03/2026

Agora que estão pensando em uma coisa que era de raciocínio lógico? É pra acabar. Você tira água de um sistema com milhares de km2 e concentra agua em centenas de km2. Qual diferença de ter evaporação, em uma área vasta em uma área concentrada e profunda, em um período crítico de seca e em locais diferentes e com fauna diferentes, dependendo desta água? Será que não dava para pensar nisto? Quantos olhos d'águas e bacias se formavam no leito do rio Cuiabá, quando em cheia total e o que aconteceu depois?

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Müller 19/03/2026

"Estudiosos" o que voces dizem sobre as dragas que puxam agua desses rios para irrigaçao? O que voces dizem de propriedades (fazendas e sitios) que estao as margens a qual os animais tem acesso direto? O que voces dizem sobre o desmatamento das matas siliares do proprio rio cuiaba? E as dragas que atuam nas lagoas proximas a ponte da imigrantes?

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Jandira Maria Pedrollo 19/03/2026

Incrível! Quantos negacionistas da ciência encontramos aqui nos comentários. É por essas e outras que as mudanças climáticas estão se acelerando.

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CLEVERSON CARLOS El Hage 19/03/2026

Gostaria de saber o que o "estudioso" disse sobre as DRAGAS que são instaladas ao longo das margens do Rio... E...se a areia fica "parada" na barragem...em 27 anos já não seria suficiente pra entupir a barragem de Manso??? Tem coisa que é melhor ler do que ser cego.

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Wilson 19/03/2026

Acredito que isso tem fundamento. Os do contra vão dizer que isso é asneira...; mas vejamos a praia de Santo Antônio, antes era areia, agora é cascalho fino, não tem mais areia areia, hoje os carros conseguem andar nela algo impensável antigamente, atolava com certeza!

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Giva 19/03/2026

Quanta mentira, esses fumadores de maconha da ufmt não sabem nem o caminho de casa. Wilson, para de passar vergonha, outubro tá chegando.

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Eugène Terre'Blanche 19/03/2026

Dá alguma coisa para essa ""gente""" fazer. Isso aí é falta do que fazer. VIVA USINA DE MANSO!

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Zé da Silva 19/03/2026

Wilson e academicos da UFMT...certeza que estão mentindo

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Beto 18/03/2026

Falta de areia e a ação das dragas no rio q trabalham dia e noite , e só ir na praia do vereda em Santo Antônio q agora virou praia de lama pq a areia se foiq

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13 comentários

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