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Testemunha afirma que madrasta usou herança da enteada para comprar lote

Bruna Barbosa

Reprodução/Rdnews

Jaira Gon�alves de Arruda Deddica

Depoimento feito na Deddica aponta que investigada Jaira Arruda teria comprado lote com dinheiro da sua enteada

O depoimento de uma nova testemunha do caso Mirella Poliane Chue de Oliveira, de 11 anos, que teria sido envenadada pela madrasta Jaira Gonçalves de Arruda, 42, presa no dia 9 de setembro, traz novos detalhes para a investigação do caso. Jaira teria pedido autorização a Justiça para sacar R$ 10 mil, de uma conta onde estava depositado a indenização pela morte da mãe da enteada, para usar no tratamento da menina. Porém, a suspeita teria comprado um lote com o valor. 

O depoimento de três páginas foi divulgado pela TV Centro América, na manhã desta terça (1°). De acordo com a lei, os valores da indenização só poderiam ser liberados quando a menina fizesse 24 anos ou em caso de extrema urgência. 

Para conseguir retirar o dinheiro, a madrasta alegou que Mirella estava doente e que os médicos de Cuiabá não conseguiam diagnosticar o problema, portanto, seria necessário que elas fizessem uma viagem para São Paulo. Cerca de R$ 800 mil estavam depositados na conta em questão. 

A mãe da menina morreu no parto em decorrência de erro médico, no Hospital Santa Rosa, na Capital. Em 2019, após 10 anos, o processo foi encerrado, e o hospital foi condenado a pagar o valor à Mirella. 

Na segunda parte do depoimento, a testemunha afirmou que Jaira teria se desesperado após descobrir que o corpo da enteada precisaria ser encaminhado para um exame de necropsia no Instituto Médico Legal (IML).

Entenda o caso 

Um exame pericial confirmou a presença de carbofurano no corpo de Mirella, de 11 anos. De acordo com a Polícia Civil, o pesticida é um dos mais tóxicos do mercado e é comercializado somente através do mercado clandestino. 

Mirella chegou a ser internada nove vezes durante dois meses, até morrer em junho deste ano. No início, o médico que atendeu a menina suspeitou de abuso sexual e, por conta disso, solicitou um exame pericial. A motivação do crime foi o dinheiro da ação movida pelos avós maternos da criança, que ingressaram na Justiça reivindicando indenização. Em 2019, após 10 anos, o processo encerrou, com causa ganha à família.

O valor de obtido, de R$ 800 mil, incluindo os descontos de honorários advocatícios, teria atraído a atenção da madrasta.

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