A UTI Pediátrica e Neonatal do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG) teve sua interdição revogada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) na noite desta sexta-feira (25). A medida havia sido determinada na última quarta (23), em razão de problemas relacionados à falta de médicos na unidade em número suficiente na escala e ausência de responsável técnico.
Segundo a entidade, a direção do HPSMVG comprovou a regularização do quadro de médicos, o que foi atestado em uma nova vistoria, motivando a decisão pela desinterdição. Uma nova vistoria está prevista para ocorrer em 30 dias, para verificar se as melhorias foram mantidas. Caso novas irregularidades sejam constatadas, outra interdição ética poderá ser determinada.
Na justificativa da interdição, o CRM-MT havia alegado que a falta de profissionais de saúde já havia sido constatada na fiscalização de agosto e que, em 15 de setembro, uma nova vistoria havia constatado que as irregularidades se mantinham.
A decisão, que durou dois dias, não implicava a desassistência aos pacientes internados, uma vez que eles deveriam ter a continuidade do atendimento assegurada pelo município de Várzea Grande, incluindo, caso fosse necessária, a transferência para outra unidade.
Leia a íntegra da nota sobre a desinterdição:
"O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informa que revogou, na noite desta sexta-feira (25), a interdição ética da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica e Neonatal do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG).
A desinterdição ocorre após a direção da unidade comprovar que saneou as irregularidades verificadas durante fiscalização anterior, ausência de médicos em número suficiente na escala e falta de responsável técnico fato que foi comprovado após uma nova vistoria.
Em plenária extraordinária, os conselheiros aprovaram, por unanimidade, a desinterdição.
Em 30 dias, haverá uma nova ação de fiscalização para confirmar se as mudanças permanecem vigentes. Em caso da constatação de novas irregularidades, outra interdição ética poderá ser determinada."
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