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TORNEIRA SECA

Sem água há 1 semana, moradores citam gastos e demora para ter caminhão-pipa

DAE atribuiu abastecimento irregular à baixa vazão do rio Cuiabá e alto consumo de moradores

Allan Pereira

Rodinei Crescêncio

imagens a�reas - rio cuiab�

É crônico a falta d’água em Várzea Grande. É o que logo afirmam duas moradoras de Várzea Grande, que estão enfrentando falta do serviço há cerca de uma semana no município. Elas contam que está demorando vários dias para chegar e que, quando chega, não tem pressão para subir ou encher a caixa e cobram providências. Ao , o Departamento de Água e Esgoto (DAE) atribuiu à baixa vazão do rio Cuiabá e alto consumo para a dificuldade no abastecimento.

Arquivo Pessoal

Advogada Hudyane Marques Oliveira Costa, falta de �gua vg

Advogada Hudyane Marques está sem água há uma semana no bairro Mapim: só piora situação

A advogada Hudyane Marques Oliveira Costa, de 35 anos, está sem água há cerca de uma semana em sua casa no bairro Mapim. Ela, que está no mesmo bairro desde que nasceu, narra que neste domingo (12) "veio um pouco de água" durante a madrugada, mas não teve força para encher as caixas da casa.

Morando com mais três pessoas, a advogada pontua que a água vinha dia sim, dia não. Passou depois a vir a cada dois dias. Em seguida, passou a ficar mais de três. "A cada ano vem aumentando a escassez", diz. O gasto com o caminhão-pipa é de cerca de R$ 200, a cada serviço.

"Várzea Grande sempre sofreu com problema d'água. É crônico", conta. Ela compra água para beber, pede para tomar banho na casa de familiares e amigos e lavar as roupas na casa da mãe, como alternativa a falta do serviço. Nessa semana, a água veio de madrugada e ela não teve condição de ficar "de guarda" para ver a chegada da água.

Já a assessora parlamentar Laura de Figuereido Stharrff, de 58 anos, enfrenta a mesma situação. Ela alugou um sobrado no bairro Nova Várzea Grande no começo deste ano. Moram seis pessoas com ela, incluindo netos e filhos. Ela se mudou para o imóvel, pois ele tinha um poço cartesiano e imaginou que não enfrentaria problema d'água, mas ele secou.

Reprodução

Assessora parlamentar Laura de Figuereido Stharrff falta d �gua vg

Assessora parlamentar Laura de Figuereido gasto com água mineral, mas fatura é alta

Ao , Laura conta que, em seis meses, já gastou R$ 5 mil para comprar água com caminhão pipa e tratá-la. Inclusive, toda a água é armazenada na piscina, que até o momento não foi usada pelos moradores. "Não sei o que faço!", diz.

O sobrado não tinha cavalete, equipamento que faz a medição do consumo de água em um imóvel, e Laura pediu ao inquilino para colocar. "Em 17 dias, deu 2 mil litros de água e a conta veio mais de R$ 300", conta. "Eu tenho que comprar de qualquer jeito". Toda a água que Laura compra é para limpeza, por semana ela compra 10 garrafões para poder fazer comida e beber.

Hudyane e Laura já ligaram várias vezes para o Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE), que oferece caminhão pipa gratuito a população. Contudo, elas recebem como retorno que há uma agenda para ser seguida e podem demorar dias até ser enviado um veículo à residência. "Quem vai ficar esperando?", questiona a advogada. Impaciente, Laura disse que não aguenta a situação e se planeja mudar de Várzea Grande.

Outro lado

Procurado pela reportagem do , o presidente do DAE, Carlos Alberto Simões, explicou que as estações estão trabalhando abaixo da capacidade devido à crise hídrica. Ele cita dois reservatórios no município que trabalham com menos de cem litros da capacidade. “O volume de água, que está sendo captado e produzido, está aquém do que deveria”, disse.

Ele atribuiu dois fatores a essa baixa capacidade – baixa vazão do rio Cuiabá para captação e consumo muito de água por conta das altas temperaturas e baixa umidade. “Para a gente pode captar, é a necessidade tiver uma lâmina d'água no rio. Se ela lamina baixa muito, a diferença de captação que a gente precisava ter aumenta substancialmente”, explica.

Da Assessoria

Nova Esta��o de Tratamento e Abastecimento de �gua ? ETA Grande Cristo Rei - V�rzea Grande

Como solução, o presidente do DAE pontua que a inauguração da ETA Cristo Rei em outubro vai ajudar a desafogar para atender somente a região Central e do bairro de mesmo nome. Diz também que trabalha como um plano de gestão de perdas. "Só que isso depende do volume de água produzido", pontua.

Além disso, ele cita que a autarquia tem trabalhado com a conscientização do uso de água e a necessidade de os consumidores manterem a conta em dia.

Carlos diz que não há previsão de racionamento. “Esperamos que não. Tudo está sendo desenhado para que isso não aconteça. Ele reforça que a população pode recorrer aos caminhões pipas, que o serviço é gratuito, ligando pelo número 0800 645 3230.

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QUARTO CRESCENTE CERVEJA E CIA 13/09/2021

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