Com dinheiro fruto de um esquema de desvio de combustível no Estado, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) realizou o sonho de muitos: o de ter uma mansão em Jurerê Internacional, bairro nobre situado na região Norte de Florianópolis (SC), e destino mais desejado do litoral brasileiro.
Em depoimento à procuradora da República, Vanessa Cristhina Scarmagnani, em 10 de maio deste ano, o peemedebista diz que em 2014 comprou a propriedade do deputado Gilmar Fabris (PSD), que o pressionava para arrecadar verba em prol da campanha pela reeleição a Assembleia. Silval desembolsou aproximadamente R$ 3,5 milhões para comprar o imóvel localizado a quatro quadras da praia, e em nome de um conhecido empresário mato-grossense.
Conforme o ex-governador, do total repassado a Fabris, R$ 1,8 milhão era oriundo de um esquema de desvio de combustível. Silval explica que entre 2013 e 2014 a Petrobras S/A respondia a execuções fiscais milionárias perante o Estado.
Por conta de tais execuções, houve penhora de valores das contas bancárias da empresa, que para solucionar a questão efetuou o depósito judicial por meio de produtos por ela comercializados, como materiais betuminosos (utilizados para construir asfalto) e óleo diesel. Totalizando aproximadamente R$ 55 milhões.
Os materiais, de acordo com Silval, ficaram sob responsabilidade da Sinfra. O ex-governador diz que em 2014, visando quitar dívidas de campanha do então candidato ao governo Lúdio Cabral (PT), procurou o adjunto da Sinfra, Valdísio Viriato, para que o mesmo buscasse uma forma de arrecadar cerca de R$ 5 milhões, que seriam usados para quitar o valor gasto pelo petista com o marketeiro, Carlos Rayel.
“Silval desembolsou aproximadamente R$ 3,5 milhões para comprar o imóvel localizado a quatro quadras da praia, e em nome de empresário
”
Silval declara que procurou o empresário Claudyson Martins Alves (Kaká), dono do posto Bom Clima Comércio de Combustíveis Ltda., que mora no mesmo prédio que o ex-governador. “Oferecendo para Claudyson a quantidade de 2 milhões de litros de óleo diesel por um valor um pouco abaixo de mercado, equivalente a R$ 5 milhões”, diz trecho do depoimento.
O ex-governador declara que não informou a origem do combustível, mas que o empresário tinha conhecimento de que o óleo diesel oferecido por ele não era de sua propriedade. De acordo com Silval, além de repassar cerca de R$ 2 milhões do valor pago pelo empresário a Carlos Rayel, Fabris também recebeu dinheiro de tal negociata, pelo imóvel em Jurerê.
“Silval tem conhecimento que Gilmar Fabris pegou tal montante com Caudyson em mais de uma oportunidade”, diz outro trecho do depoimento. Por fim, o peemedebista afirma que o restante do valor da venda do óleo diesel, cerca de R$ 1,2 milhão, foi repassado a ele e para o ex-chefe de Gabinete Silvio Corrêa.
Essas afirmações fazem parte da delação premiada de Silval, que foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal. As declarações e documentos, entretanto, ainda seguem sob análise da Procuradoria Geral da República, que avalia se há ou não indícios suficientes para a abertura de uma investigação. Por enquanto, apenas um inquérito foi instaurado e tramita no Supremo. Ele aponta o ministro da Agricultura Blairo Maggi, Silval Barbosa e José Riva como líderes de esquemas no Estado – saiba mais aqui.








Ricardo 02/09/2017
Uai o Dep Gilmar esta em Jurerê ele e o fantasma do TCE Maninho de Barros na casa de quem D
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