Gilberto Leite/Rdnews
Pesidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Paulo Rabello
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, sugeriu que as ferrovias em Mato Grosso poderiam ser custeadas em parte por um fundo formado pela entrega de uma porcentagem das safras futuras dos produtores rurais do Estado. Com isso, os trabalhadores do campo, que utilizarão as linhas férreas, se tornariam sócios do modal junto com as empresas concessionárias.
A sugestão foi dada durante um painel do Fórum Ferrovias e Integração dos Modais, realizado na última quinta (23) em Nova Mutum (a 269 km de Cuiabá). A operação proposta é que valores de até 20 safras - chamadas de recebíveis futuros - fossem repassados para o fundo, o que faria também com que os agricultores tivessem retorno financeiro.
“A Ferrogrão deve custar R$ 12 bilhões. A gente consegue fazer um fundo de R$ 2 bilhões, pegando 20 anos de recebíveis, sendo R$ 100 milhões em vendas por ano. Comparado com o que a Ferrogrão pode girar esse valor é até bem baixo”, avalia Paulo.
O presidente do BNDES afirmou que o plano é seguro financeiramente falando principalmente na região de Nova Mutum, que é composta por 20 municípios que produzem cerca de 20 milhões de toneladas de grãos anualmente. Por causa dessa produtividade as terras são até “ambicionadas” pela China, disse.
Ele também pontuou que o banco estatal funcionaria como um administrador do fundo, sendo que no início ele reteria – como se efetuasse a compra - essas cotas, desde que recebesse garantias.
“A gente consegue fazer um fundo de R$ 2 bilhões, pegando 20 anos de recebíveis, sendo R$ 100 milhões em vendas por ano. Comparado com o que a Ferrogrão pode girar esse valor é até bem baixo”
“No Brasil não existe nenhum programa parecido, diferentemente do resto do mundo. Se você tem recebíveis que são voláteis, ou seja, se existisse o risco de Mato Grosso virar um deserto, essa ideia seria ruim. Mas não é o caso. A produção mato-grossense tem se revelado um relógio suíço”, argumentou.
Esses recebíveis poderiam corresponder, de acordo com Paulo, a 2% ou 3% da renda anual de grandes produtores. O processo é parecido com o funcionamento da Cédula de Produto Rural (CPR), onde o ruralista efetua a venda antecipada de sua futura produção agropecuária, se comprometendo a entregar posteriormente o produto negociado.
A solução tem como objetivo ir na contramão do trabalho realizado pelo BNDES nos últimos anos. O presidente citou o surgimento das “campeãs nacionais”, empresas geralmente envolvidas em casos de corrupção que multiplicaram seu capital a partir de crédito da estatal - como a JBS - e disse que a nova ideia gera um “capitalismo inclusivo”, já que poderia aglutinar centenas ou até milhares de trabalhadores rurais.
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mario cezar 26/11/2017
JÁ SÃO EXTORQUIDOS COM TANTOS IMPOSTOS E MAIS ESSA, TERÁ QUE INVESTIR NA PRÓPRIA FERROVIA QUE TERÃO QUE PAGAR PARA USÁ-LA E FORA OS IMPOSTOS QUE CONTINUARAM OS MESMO E OLHA LÁ
Carlos Nunes 25/11/2017
Puxa vida! Como diz o ditado popular: em terra de cegos quem tem um olho é rei. E em terra de cegos que não querem ver, como fica? Já li vários sites com a opinião desse presidente do BNDES...ele saiu não sei da onde, veio pra MT e tá dando pitaco (palpite) aufa. Trouxe todas as soluções pra MT, porque o pessoal por aqui não sabe é nada? Quem sabe ele se candidata a Governador de MT e resolve tudo. Mato Grosso ficou pobre de líderes?
2 comentários