A conclusão da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres (a 220 km de Cuiabá) e a construção de um novo terminal portuário, que está em fase de licenciamento também na cidade, vão tornar a região a “boca do funil do sudoeste (de Mato Grosso)”, avaliou o presidente da Administradora da ZPE (Azpec), Adilson Reis, em entrevista ao
. O empreendimento está na fase de alfandegamento e deve levar grande desenvolvimento a região, fomentando fortemente a exportação.
“A ZPE é extremamente importante para a saída de insumos, grãos, trigo, madeira, carne. Em um raio de 400 quilômetros em Cáceres nós temos todas essas cadeias produtivas. O que nós queremos com a ZPE é agregar valor à produção”, pontuou.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Presidente da Administradora da ZPE (Azpec), Adilson Reis: porto é um vetor logístico
A ZPE é uma área de livre comércio com o exterior, destinada à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem exportados. A ZPE de Cáceres foi criada por meio de decreto presidencial em março de 1990, mas até então não saiu do papel. Agora, está em fase final e, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, deve ser entregue neste ano.
Além disso, Adilson também avaliou o impacto da construção do noto terminal portuário, o Porto Paratudal, também na região de Cáceres.
Para o presidente, o terminal portuário vai beneficiar a instalação da ZPE, facilitando a exportação e transporte logístico dos produtos, principalmente com a proximidade física dos dois empreendimentos.
“O porto desde sempre foi fundamental porque é um dos principais vetores logísticos que atende Mato Grosso como um todo. A hidrovia é a via de mão dupla, entrada de insumos, saída de produtos manufaturados e outro, inclusive até no cenário de automóveis já foi ventilado. O cenário é extremamente positivo, até porque as conexões são por rodovias, que dão acesso aos terminais, que, por sua vez fazem a distribuição de cargas. E essa rodovia que liga os terminais portuários passa exatamente na porta da ZPE, que é a BR-174, extensão da MT-343, que liga Porto Estrela a Barra do Bugres. Esse vetor rodoviário é a boca do funil do sudoeste em direção a Cáceres”, analisou.
“Já tivemos visitas informais da Receita e estamos aguardando a visita da comissão que trabalha no alfandegamento”
Revela o presidente da Azpec, Adilson ReisO porto irá ligar Cáceres às hidrovias dos rios Paraguai e Paraná e conectar o Estado à Bacia do Prata, que contempla a Argentina e o Uruguai, conectando Mato Grosso diretamente a esses países. Adilson também afirma que o estudo da chegada da ferrovia em Mato Grosso também deverá alavancar a região, criando mais uma conexão logística para a ZPE.
Acompanhando a luta de três décadas para a instalação da ZPE, Adilson explicou que a equipe está aguardando a resposta da Receita Federal sobre o alfandegamento.
“Já tivemos visitas informais da Receita e estamos aguardando a visita da comissão que trabalha no alfandegamento. Estamos tranquilos porque foi feito tudo conforme pede as exigências. Estamos trabalhando a habilitação das empresas, temos quatro já habilitadas”, esclareceu.
A ZPE
A ZPE de Cáceres será a terceira do país e está sendo instalada em uma área de aproximadamente 240 hectares no Distrito Industrial de Cáceres.
As indústrias que se instalam dentro da ZPE terão vários benefícios tributários, como uma redução de 45% nas taxas de importação de máquinas que fazem parte das plantas para montar a indústria. Além disso, também há isenção de impostos sobre os insumos importados. Na hora de exportar, há também uma série de incentivos e a mercadoria sai desembaraçada de Cáceres para outros países.
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Gilberto borges 29/10/2023
A ZPE nasceu morto só serve de cavalo de batalha em anos eleitorais ano que vem tem eleições já começa a conversa para boi dormir está ladainha já se estende por 35 anos
Valter 29/10/2023
Há décadas , os habitantes se Caceres revivem às vésperas de eleições a velha retórica da ZPE e Hidrovia, sem que essa esperança nunca se concretize.
Júlia 28/10/2023
Nós da UNEMAT não podemos permitir isso. Será o FIM do Pantanal.
3 comentários