A pesca esportiva movimenta cerca de R$ 500 milhões por ano em Mato Grosso e a expectativa é que esse número quadriplique, chegando a R$ 2 bilhões, nos próximos cinco anos, com a aprovação da Lei do Transporte Zero, que proíbe o transporte, armazenamento e comercialização de peixes dos rios do Estado por cinco anos. A estimativa é da Associação Mato-Grossense de Ecoturismo e Pesca Esportiva (Amepe).
Segundo o presidente da associação, Alisson Trindade, o aumento do volume de peixe nos rios, com as restrições, vai atrair mais turistas para o estado e eles já começaram a sentir esse maior interesse só com a aprovação da lei.
“Hoje a dificuldade de pegar o peixe está bem maior que antes. O recurso pesqueiro dos rios de Mato Grosso diminuiu muito, principalmente pela pesca predatória com uso de redes, tarrafas e apetrechos ilegais, que têm tirado esse peixe de uma forma desenfreada. Essa lei veio para tentar regular isso, diminuir essa pesca predatória e fomentar o turismo de pesca. Vai proteger o ambiente e vai, ao mesmo tempo, alimentar e ajudar a atividade turística crescer. O turista de pesca quer pescar onde tem peixe. Onde não tem peixe ele não vai”, afirmou em entrevista ao
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Rodinei Crescêncio/Rdnews
Presidente da Amepe Alisson Trindade acredita que legislação vai proteger o ambiente e, ao mesmo tempo, alimentar e ajudar a atividade turística a crescer
A proibição do transporte, armazenamento e a comercialização está valendo para espécies como cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado/surubin, piraíba, piraputanga, pirara, pirarucu, trairão e tucunaré pelo período de 5 anos. Segundo o setor, a proibição do abate dessas espécies, que tiveram queda na população, são importantes para o turismo de pesca.
“Temos um ‘case’ de sucesso. O dourado foi proibido há quase dez anos e a população se recuperou. Hoje temos uma população de Dourado bem maior que a que a gente tinha antes. Agora esperamos que isso aconteça com outras espécies tão importantes, como o pintado e o jaú”, pontuou.
Migração de profissionais
Para a Amepe, haverá também uma migração da profissão, com os pescadores profissionais passando a trabalhar com o turismo de pesca. Esse aumento da demanda no setor vai permitir que esses profissionais sejam absorvidos pelo turismo.
“Hoje nas pousadas, 95% da mão de obra é dos ribeirinhos, os guias de pesca são, na maioria, pescadores profissionais. Quem conhece melhor o rio e vai ser o melhor guia de pesca é o pescador profissional. Um cruzamento de dados mostrou que 6 mil pescadores emitiram guias de pescador profissional, mas nós que estamos nos rios e pousadas, vemos que quem realmente vive da pesca é cerca de 2 mil. Têm muitos com carteira, que não vivem de fato da pesca. Esses que vivem da atividade poderão migrar para o turismo, que é até mais rentável”, pontuou.
Para Alisson, o turismo é um grande agregador de renda nas comunidades regionais e o turismo de pesca será um grande agregador de renda para as comunidades ribeirinhas. Ele critica a pesca profissional e afirma que a atividade não gera riquezas.
“Santo Antônio do Leverger é uma cidade que tem 25% da sua população cadastrada como pescador profissional e tem o terceiro pior IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] de Mato Grosso. Você vê que essa é uma atividade que não gera riqueza, pelo contrário, as cidades que têm o principal mote a pesca profissional têm passado por dificuldades, são comunidades carentes. Então, fazer migração para um turismo de pesca sustentável vai agregar muito mais valor para essas comunidades”, exemplificou.
Polêmicas e mudanças na lei
Na última semana, o governador Mauro Mendes (União Brasil), ferrenho defensor do texto, temendo pela inconstitucionalidade da lei, publicou um decreto editando a Lei do Transporte Zero, flexibilizando 12 espécies. Agora, com uma nova modificação, a lei autoriza a pesca de mais de 100 espécies, respeitando as medidas e as cotas previstas na lei.
“A primeira versão da lei sofreu várias ações direta de inconstitucionalidade e teve várias audiências de conciliação no tribunal. Um ponto crítico que o INSS colocou é que os pescadores profissionais têm uma aposentadoria especial como pescador profissional. Se ele ficasse um ano sem exercer sua profissão, perderia essa qualidade. Então, 14 espécies permanecem protegidas e as outras continuam disponíveis para não haver o risco da perda da aposentadoria”, pontuou Alisson.
Enquanto isso, na Assembleia os deputados discutem um projeto de lei que visa adiar a vigência da Lei do Transporte Zero para 2025. Atualmente, segue a proibição do transporte, armazenamento e a comercialização das espécies como cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado/surubin, piraíba, piraputanga, pirara, pirarucu, trairão e tucunaré pelo período de 5 anos.
A atividade pesqueira continuará permitida aos povos indígenas, originários e quilombolas, que a utilizarem para susbsistência e também para comercialização e o transporte de iscas vivas, que deverão ser regulamentados por Resolução do Cepesca.
A modalidade “pesque e solte” e a pesca profissional artesanal ficam liberadas desde que atendam às condições específicas previstas na lei, com exceção do período de defeso, que é a Piracema.
O Estado pagará indenização de um salário mínimo por mês para pescadores profissionais e artesanais inscritos no Registro Estadual de Pescadores Profissionais (Repesca) e no Registro Geral de Pesca (RGP) que comprovem residência fixa em Mato Grosso e que a pesca artesanal era sua profissão exclusiva e principal meio de subsistência até a lei entrar em vigor, pelo prazo de três anos.
Além disso, vai promover a inserção dos pescadores em programas de qualificação da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania para o turismo ecológico e pesqueiro, e de produção sustentável da aquicultura.
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ze da juquira 19/02/2024
RICARDO , acho que vc e quem não sabe o que fala ou talvez faz de conta que não sabe , o cidadão pescar não e o motivo dos peixes estar acabando , para isso existe o defeso todo ano , a verdade que vcs Bolsonarista, fazendeiros e donos de HIDRELETRICA estão matando os peixes , mais como sempre a corda arrebenta do lado do mais fraco ,MENDES mandou proibir o cidadão de pescar . Apos a eleição do seu miliciano em 2019 o Brasil entrou nessa moda de não respeitar leis e passar por cima de tudo . LULA 2026 OUTRA VEISSSSSSSSSSSSSSSSSSS
Gilmar 19/02/2024
A maioria dos peixes fisgados, fotografados e soltos novamente nos rios, sofrem com o anzol, estressam no ímpeto de escaparem dele, se não morrerem logo após, se tornam presas fáceis aos seus predadores. Logo o pesque solte não é uma atividade correta.
Gilmar 19/02/2024
Eu acho que cada município cujos rios passam por eles, devem promover juntamente com o estado, o repovoamento com peixes das espécies locais, durante esses cinco anos da quota zero. Caso contrário não haverá aumento das espécies em nenhum dos rios de MT.
Ricardo 19/02/2024
Esse ZÉ DA JUNQUEIRA não sabe nem o que fala, não tem o mínimo conhecimento de pesca e geografia, e acha que no MT tá cheio de Pesque e Pague, e que os pescadores ficam sentados no banquinho com o guarda sol na beira de um açude. ahahahhahahahaha Veio aqui só pra militar, e como esperado, falta inteligência para argumentar algo.
Zé da juquira 19/02/2024
Com certeza e exatamente por isso que Mendes fez a leitura transporte zero . Para beneficiar os milionários donos de pesqueiros etc. Esse governo e o mesmo do Bolsonaro ,sempre em favor dos milionário ganharem mais Tira do pobre para beneficiar os ricos ,são covardes prepotentes Infelizmente temos muito coitados assalariados que não conseguem ver isso e vota nessa gente Por isso MT chegou a essa situação , espero que nas próxima eleiçoes o povo povo pobre não eleja Políticos facistas Bolsonaristas ,ninguém aquenta mais tanto covardia .
Evandro lima furtado 19/02/2024
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
Messias Alves de Souza filho 18/02/2024
E oque que o pescador amador tem a ver com rede tarrafa e outras formas de pesca predatória , Decepção total com esse Governo.
Juarez sodre 18/02/2024
A MANCHETE DVERIA SER: " OS LUCROS DOS GRANDES E MILIONÁRIOS CRIADORES DE PEIXE DEVE CRESCER 1000% COM AJUDA DO GOVERNADOR DE MATO GROSSOE SEUS DEPUTADOS DA BASE, DEPOIS DA LEI DA PROIBIÇÃO DOS POBRES PESCAR EM MT." AI SIM SERIA CORRETO.
Claudio 18/02/2024
É inútil criar mais leis se não fiscalizar, basta, bom mesmo é liberar exploração mineral em terras da união, né MM e sua corja de Deputados!!!!
Galo Bravo 18/02/2024
Porque este cara da " foto" não tira a " vara" da boca, e põe um ANZOL ??? Prá ver se dói e depois sai nadando por ai....
Galo Bravo 18/02/2024
Experimente levar uma " ferrada", de anzol , tamanho GGEE e ser solto na natureza . Os idiótas acham que é uma beleza ....que os peixes sobrevivem depois. SOFREM E MORREM !!! É como levar uma FACADA e não dar pontos e tomar antibióticos. Só na TERRA PLANA que o peixinho não sente nada , aliás " sente bem" !!!
11 comentários