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Eleições 2026 Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026, 14:08 - A | A

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CRISE INSTITUCIONAL

Mauro critica protagonismo exagerado do STF: Mais conhecidos que jogadores da seleção - vídeo

Para Mauro, o Senado precisa acordar e exercer sua função constitucional de fiscalização dos ministros do STF

Gabriel Rodrigues e Kleyton Agostinho

Faixa - selo eleições 2026

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Mauro Mendes convenção

 Candidato ao Senado Mauro Mendes

O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) criticou o que classifica como protagonismo exagerado do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, a mais alta Corte do Judiciário deveria ser neutra, apartidária e até mesmo “low profile”, expressão usada para definir uma postura discreta, que evita chamar a atenção. Na avaliação de Mauro, porém, o cenário brasileiro é totalmente divergente.

Durante coletiva após sabatina da Aliança do Setor Produtivo, formada por Fiemt, Fecomércio e Famato, na quarta-feira (9), Mauro frisa que ministros são mais conhecidos que alguns jogadores de futebol da Seleção Brasileira.

"O STF tem protagonizado aí decisões contraditórias, muito controversas e eu, como cidadão em primeiro lugar, eu lamento muito. Uma Suprema Corte que deveria ser muito neutra na maior parte dos países do mundo. Não se sabe o nome dos ministros, que têm um trabalho extremamente discreto, low profile, que não aparece no Brasil. Praticamente grande parte dos brasileiros sabe o nome dos ministros do STF e seriam incapazes de dizer o nome de três ou quatro jogadores da seleção brasileira", iniciou ele.

Atualmente, existe uma crise interna na Corte, com decisões conflitantes e embates que, segundo críticos, podem representar clara interferência no processo eleitoral. Em mais um capítulo, o ministro André Mendonça afastou o chefe da Polícia Federal do cargo, no âmbito das investigações do Caso Master, envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso por fraude no sistema financeiro. Contrário ao afastamento, o ministro Flávio Dino revogou a decisão de Mendonça. Ambos acabaram sendo desautorizados pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, que levará o caso ao plenário na próxima semana.

Para Mauro, o Senado precisa acordar e exercer sua função constitucional de fiscalização dos ministros do STF, em casos de parcialidade em julgamentos, envolvimento em supostos esquemas ou outras ações consideradas ilegais. Deste modo, reiterou ter coragem para participar desse processo, caso seja eleito.

"Algo está muito errado nesse país. Nós precisamos resolver isso. O Brasil não aguenta. É muito lamentável. Você vê um ministro que decide em uma direção, vem outro que decide em outra direção, vem um presidente que cancela tudo".

"Eu acho que o Senado Federal precisa entrar nessa parada, precisa harmonizar esses poderes, precisa exercer o seu papel de moderador na República e que equilibre essas relações. Do jeito que está, o Brasil vai pagar um preço caro por essas brigas institucionais e por essa confusão que está se criando e ampliando a cada dia", endossou.

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alvaro figueiredo 10/09/2026

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Citizenship 10/09/2026

Outra manifestação completamente equivocada do sr. Mauro Mendes. A excessiva visibilidade do STF aconteceu em decorrência dos esforços da direita para incriminar o Lula e o PT desde o primeiro Governo Lula. Quando surgiram as denúncias de corrupção do sr. Jefferson, de direita, nos Correios, iniciou-se uma fortissma movimentação que acabou culminando na Ação Penal 470, do chamado \"Mensalao\", em que todo um circo armou-se para produzir um coletivo de condenações. Acontece que o objetivo era condenar Lula, mas não havia nenhum conteúdo probatório que permitisse que ele fosse sequer acusado. Obviamente que a própria dinâmica regimental foi alterada para que aquele processo resultasse em condenações para carimbar um estigma sobre o PT, que se esperava perderia a eleição de 2006. Mas, Lula venceu 2006 também. E Dilma venceu 2010. E 2014. Então, com os volumosos investimentos da Petrobrás para tornar exequível a exploração das enormes jazidas do pre-sal surgiu a nova oportunidade para marcar o PT com o estigma de corrupção, nas denúncias absurdas da \"contabilidade criativa\" de Dilma, que resultaram no seu impeachment e nas denúncias do \"petrolão\", a fatídica e distorcida LavaJato, que destruiram grande parte da engenharia nacional e seu potencial exportador de serviços e resultaram na inconsequente prisão do Lula, para imtpedir que ele voltasse a se candidatar em 2018. Mas, Lula era forte e contra ele não havia provas, o que acabou evidenciando a parcialidade de Moro. Resultado, Lula voltou. Mas, o STF tornou-se centro da campanha do falso moralismo que na verdade encobria o golpismo da direita brasileira. Quando o STF atuou para defender a democracia, passou a ser vítima da mesma campanha para a qual a direita o quis usar nos anos anteriores. E, aí está o resultado das indicações de Bolsonaro na pessoa do terrivelmente evangélico, a LavaJato 2.0, da distorção dos ritos de tramitação jurídica dos processos e crise ás vesperas da eleição. O problema não é o STF, mas a direita brasileira que sempre atuou contra o sentido de civilidade no país. Vide a morte de Getúlio, em 1954, a tentativa golpista de 1961, o golpe de 1964, os Atos Institucionais da ditadura, o Golpe de Abril de 1977, que inclusive dividiu o Mato Grosso, etc. Essa é a direita.

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