O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, assumiu na manhã deste sábado (7) o comando estadual do Podemos em um ato político que evidenciou a nova musculatura da sigla no estado. Realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, o evento reuniu entre 2 e 2,5 mil pessoas e contou com a presença de lideranças de diferentes partidos, incluindo o atual governador do estado, Mauro Mendes (UB) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), marcando uma ampla movimentação política que reposiciona o partido no cenário estadual. O encontro conta ainda com a presença da presidente nacional do partido, deputada federal Renata Abreu.
A nova fase da legenda já começa com a adesão de cerca de 29 prefeitos, conforme o blog do Romilson, e apoio de parlamentares e lideranças regionais, ampliando o peso político do que pode ser chamado de “novo Podemos” em Mato Grosso.
No ato, Max foi prestigiado por autoridades como o deputado federal José Medeiros (PL), as deputadas federais Gisela Simona (União Brasil) e Coronel Fernanda (PL), a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e o senador Jayme Campos (União Brasil), além de prefeitos, vereadores e lideranças de diversas regiões do estado.
A legenda, que até então era comandada em Mato Grosso pelo ex-deputado Ulysses Moraes, passa agora por um processo de expansão política, buscando consolidar espaço nas articulações para as eleições de 2026.
Além de Russi, os deputados estaduais Fabio Tardin e Beto Dois a Um deixam o PSB e ingressam no Podemos.
Este é o primeiro grande ato da janela que iniciou na quinta-feira (5) e que vai se estender até o dia 3 de abril, conforme resolução publicada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sob a liderança de Max, o partido ganha novas dimensões, conquistando protagonismo na Câmara de Cuiabá e na Assembleia Legislativa.
Antes da chegada de Russi, o Podemos tinha 17.754 filiados, 46 vereadores e 6 vice-prefeitos.
Podemos
Criado em julho de 2017, em Brasília, a partir da refundação do antigo PTN, o Podemos nasceu com a proposta de ser mais do que uma sigla tradicional, posicionando-se como um partido-movimento, inspirado em uma linha internacional que defende maior participação popular, transparência e democracia direta nas decisões políticas.
Desde sua criação, o Podemos passou a defender pautas ligadas ao combate à corrupção, ao fim do foro privilegiado, à prisão após condenação em segunda instância, à ampliação da Lei da Ficha Limpa, à redução de impostos e da burocracia, além da defesa de plebiscitos e referendos como instrumentos de consulta direta à população. A sigla também sustenta a ideia de superar a polarização tradicional entre esquerda e direita, priorizando a participação popular nas decisões nacionais.
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