Arte: Annie Souza/RDNews

Ex-secretário de Estado e agora deputado estadual eleito, Alberto Machado, o Beto Dois a Um (PSB), estreia no Legislativo estadual no próximo ano com a missão de ser não apenas a voz da cultura e do esporte no Parlamento, mas de todos os pilares da sociedade, e com o desafio de encarar as cobranças que o cargo eletivo traz. Em entrevista ao
, Beto afirmou que mesmo sendo da base governista, está pronto para fazer enfrentamentos necessários com o seu aliado, o governador reeleito Mauro Mendes (União Brasil). Ele ainda avaliou sua trajetória até a eleição, fruto do trabalho desenvolvido na Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT); o resgate da Arena Pantanal, feito pela sua gestão; e o que espera do Governo Lula (PT), que assim como ele, assume o comando em 2023.
Confira, abaixo, os principais trechos da entrevista
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O seu nome vem sendo apontado como o principal pilar da cultura e esporte dentro da Assembleia nessa nova legislatura, principalmente em razão do seu crescimento político dentro desse meio. Essas serão as suas principais bandeiras dentro do Parlamento ou há outras áreas em que você deve se engajar ainda mais a partir do próximo ano?
Não há a menor dúvida de que a cultura e o esporte me trouxeram até aqui. Eu tenho orgulho de falar que sou deputado da cultura e do esporte. Acredito que são dois segmentos importantíssimos na transformação da vida das pessoas, na mudança que a nossa sociedade precisa. Só que a partir de 1º de fevereiro, as responsabilidades aumentam. A cultura e o esporte serão minhas prioridades sempre, porque eu entendo o suor diário de cada um dos trabalhadores desses dois segmentos, mas as minhas responsabilidades vão aumentar. Tem educação, saúde, infraestrutura, as demandas dos municípios. Eu fui um secretário muito municipalista, sempre tive um olhar de diversificação do acesso ao recurso da forma mais plural possível, todos os municípios receberam recursos. Mato Grosso não é feito de um, dois ou dez, mas de 141 municípios, então meu foco na cultura do esporte sempre vai ser muito grande. Mas eu vou ser um deputado que vai trabalhar por Mato Grosso, pelos 141 municípios e por todas as demandas que forem necessárias, não apenas por dois seguimentos que são os mais importantes pra mim. Não vou deixar nunca eles pra trás, mas minhas responsabilidades aumentam.
“A Secel hoje é protagonista, respeitada dentro da gestão pública, com ações efetivas, com resultados efetivos, com municípios atendidos, com a vida das pessoas sendo impactadas de forma direta”
Como foi essa trajetória de passar de secretário de Estado, tendo reerguido uma pasta que sempre era deixada de lado, para virar parlamentar eleito? E como foi deixar a Pasta após tanto esforço dedicado?
Hoje a Secel [Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer], na minha leitura, é protagonista dentro do Governo do Estado. Grande parte das pautas positivas da gestão acontecem lá. A gente realmente virou prptagonista, mas nós tivemos um caldeirão de ingredientes: um time totalmente dedicado, focado, que se uniu no período da pandemia em buscar soluções para o nosso povo que estava passando necessidade; a conscientização do governador da importância da cultura e do esporte na vida das pessoas, então ele colocou recurso [na Pasta] e nos deu possibilidade real [de trabalho]; e a gestão que fizemos da lei Aldir Blanc do Brasil e aqui do Mato Grosso. A Secel hoje é protagonista, respeitada dentro da gestão pública, com ações efetivas, com resultados efetivos, com municípios atendidos, com a vida das pessoas sendo impactadas de forma direta. O governador assistiu o crescimento da cultura e do esporte e sentiu na pele, entendeu que, aplicando nesses dois segmentos, ele economiza na saúde, na segurança pública, porque nós vamos ter uma sociedade muito melhor.
Depois que você saiu da Pasta, sendo agora apenas espectador, o que vê como prioridades que devem ser trabalhadas neste momento?
Cada secretário que passa dá a sua cara, o seu perfil. Eu tive foco em colocar recurso dentro da secretaria e pluralizar e diversificar o acesso. A Secel ficava na mão de uma meia dúzia de proponentes, aquilo era eterno, um ciclo vicioso sem fim. E o meu propósito foi formatar esse acesso e nós conseguimos fazer isso. Já começou a colocar em ordem, tem mais editais hoje, talvez, do que proponentes. A nova gestão tem, há seis meses, dado continuidade a isso e avançando cada vez mais. Eu sei que já tem reforma da piscina [Complexo da Arena Pantanal] acontecendo, tem a reforma do Palácio das Artes Marciais ali na frente. Cada secretário dá a sua contribuição. Eu não consigo mensurar um secretário que tenha sido o melhor que o outro nessa pasta, porque cada um completa um pedaço dessa engrenagem.
Um dos principais feitos da sua gestão foi o resgate da Arena Pantanal, deixando de lado a pecha de "elefante branco" que ela ganhou desde o fim da Copa do Mundo. No entanto, o complexo até hoje não foi recebido pelo Estado. Como você enxerga a Arena hoje e qual é o empecilho para ela ser efetivamente entregue?
A entrega da Arena não passa pela Secel, é um processo que está na Sinfra [Secretaria de Infraestrutura], com a Procuradoria, é uma coisa mais jurídica. O que nós temos hoje é a uma autorização de utilização daquele espaço. Nós pegamos a arena praticamente desativada e hoje tudo funciona de forma plena e total. Existem alguns detalhes, uma porcentagem pequena que falta ser entregue. Mas tudo naquela arena funciona: telões, banheiro, som, elevador. Não há nada que impede o funcionamento. Hoje nós temos orgulho da arena, não tem ninguém aqui que não tenha vontade de levar um parente, um amigo para assistir um jogo lá porque sabe que será uma experiência gostosa. A gente aprendeu a se relacionar com a arena. Lá foi o Centro de Triagem de Covid e ao mesmo tempo teve Copa América e teve Série B [do Brasileirão]. Paralelo a isso também teve Escola Arena, ao mesmo tempo virou Centro de Distribuição de cestas básicas. Então, a arena começou a ser realmente multiuso. Claro que o palco principal, a vocação da arena, é o futebol. Qualquer ação que vai atrapalhar ou interferir nas ações do futebol tem que ser adaptados, mas hoje a gente começa a pensar realmente em uma arena multiuso.
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Você foi eleito tendo recebido apoio do governador reeleito Mauro Mendes (União Brasil) e tem uma relação próxima com ele desde anos atrás, sendo a primeira parceria fechada na Prefeitura de Cuiabá, quando Mauro ainda estava à frente do Executivo da Capital. Na Assembleia, obviamente fará parte da base do Governo, mas estará do lado oposto da mesa, no Legislativo. Acredita que conseguirá, se necessário, "bater de frente" com essa gestão?
É claro que eu tenho uma tendência natural a estar muito próximo a essa gestão. Eu era secretário até pouco tempo atrás, mas tive diversos embates com o governador lutando pelo que eu acreditava, às vezes de forma muito distinta do que ele imaginava na aplicação de recursos, no formato, no trabalho que seria aplicado. Assim como sei que ele tem [embates] com diversos secretários e o bom senso sempre prevaleceu. Não vou ter nenhuma dificuldade em fazer enfrentamento quando houver necessidade, porque eu não estou fazendo um enfrentamento para ser "do contra" a qualquer preço, a qualquer custo. A função do deputado é essa. Eu estou lá o dia inteiro na ponta, na base, nos municípios, com o seguimento, entendendo as demandas. Então, estou lá para ajudar esse Governo ou qualquer outro que estivesse lá.
Dentro do Legislativo, uma das principais pautas do momento é a eleição da nova Mesa Diretora. Essa discussão já está no seu radar? Pensa em pleitear um cargo?
Agora que estou começando a participar desses debates. É um assunto que tem que ser tratado com muita atenção, com muita responsabilidade. É óbvio que a baixa a baixa renovação que ocorreu na Assembleia nessa eleição, se não me engano uma das mais baixas da história, prejudica muito a formação de uma chapa de novatos ou qualquer coisa nesse sentido. É como diz a música: eu não preciso ter uma "velha opinião formada sobre tudo". Tenho uma relação excelente com todos os deputados que lá já estavam, mas eu acho que a gente tem que parar, pensar e construir o que for melhor para a população, quer seja com deputados reeleitos ou novos. E o que é melhor para a população é uma Assembleia bem tocada, bem gerida, que entregue resultados. Então, é sobre essa ótica que eu vou avaliar esse assunto.
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Você já começou a trabalhar em projetos que devem ser apresentados assim que tomar posse?
Eu tenho evitado dar "spoiler" de projeto porque esses dias atrás eu falei um pedaço de uam ideia e já soltaram um projeto muito parecido [risos]. Mas o que as pessoas podem esperar de mim é a mesma escuta que eu sempre tive, a mesma atenção. O mesmo olhar carinhoso para os segmentos e municípios que eu tive enquanto secretário eu vou ter como deputado. O meu mandato vai ser realmente um mandato coletivo, dos seguimentos, das pessoas que me colocaram lá, do time que me colocou, dos municípios que acreditaram em mim.
No cenário nacional, o seu partido, o PSB, caminha com o PT, fará parte do Governo Lula tendo Geraldo Alckmin como vice. Neste momento, o país vem sendo tomado por manifestações de descontentes com o resultdo das urnas e nesse cenário de caldeirão fervendoo que a próxima gestão assume. O que você espera do novo Governo?
Primeiro, eu acho que as manifestações são legítimas, desde que elas sejam feitas de forma ordeira e organizada. E acho que isso vai deixar o presidente Lula em uma situação de alerta. Ele verá que a população vai estar realmente em cima, de olho, cobrando para que as ações sejam cada vez efetivas. Como brasileiro, como cidadão, como deputado, vou buscar o que é melhor. Não sou um cara de extremos, não sou só sou a favor do grupo A ou B. Eu sou a favor da Lei Rouanet, com adaptações; sou a favor do uso de recursos públicos para eventos, com algumas adaptações. Eu acho que o que tem de bom tem que ser aproveitado, o que tem de ruim tem que ser descartado. Não é porque faz parte exclusivamente do meu grupo político que eu tenho que ficar cegamente defendendo. Então, tenho uma postura muito clara em relação a isso, sou um cara muito pragmático. O que for bom, eu vou aplaudir, e o que for ruim, vou criticar. Assim eu vou conduzir o meu mandato, sempre pensando no que for melhor para as pessoas, independente do grupo político que propuser a ideia.







SFL 28/11/2022
KKKK Multifacetado: músico, político e agora humorista Kkkk
Cparecis 27/11/2022
BATER EM QUEM? KKKKKK, RINDO AQUI ESSE É UM SERVO DO MAURO POR COMPLETO.
Professora Marilda 26/11/2022
Entrevista boa, mais com algumas mentiras e incongruencias, pois dificilmente o Sr.Deputado Alberto Machado, terá coragem de bater de frente com o seu padrinho politico e financeiro,o atual Governador Mauro Mendes, da UB. Todos nós sabemos que o Sr. só foi eleito por causa do apoio integral do Mauro Mendes e da sua mulher Viriginia Mendes, que vergonhosamente declarou apoio para o Senhor e para o Gilberto Figueiredo (que perdeu), então é bom, não nos dar esperança que vai "bater de frente com MM". ok
Octávio Augusto Regis de oliveira 26/11/2022
Pura DEMAGOGIA , CAPAXO DO MENTES
4 comentários