Previsão do tempo ??°C Cidade

Esportes Quarta-feira, 04 de Novembro de 2026, 17:05 - A | A

Quarta-feira, 04 de Novembro de 2026, 17h:05 - A | A

ESPAÇO MULTIUSO

Arena Pantanal ganha vida para além dos gramados e se consolida como complexo de lazer, esporte e fonte de renda

Com mais de R$ 20 milhões em investimentos, complexo atrai famílias, atletas e comerciantes e amplia o uso da Arena Pantanal para além dos dias de futebol

Douglas Santos e Annie Souza

 A poucos metros das arquibancadas da Arena Pantanal, a movimentação vai muito além dos dias de futebol. Famílias se reúnem para passear, crianças brincam no parquinho, skatistas treinam manobras e corredores percorrem o entorno do estádio. Inaugurada para a Copa do Mundo de 2014, a Arena - que chegou a ser vista como um possível "elefante branco” - atualmente é um dos locais mais aproveitados pela população cuiabana. De norte a sul e leste a oeste, o Complexo Arena Pantanal proporciona diversas atividades para o público. Na intenção de ampliar as ações, o conglomerado recebeu um investimento de mais de R$ 20 milhões do Governo do Estado de Mato Grosso ao longo dos últimos quatro anos, conforme dados da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Arte/Annie Souza/Rdnews

Infográficos - arena pantanal

 

Setor Norte: pista de skate abre espaço para novos praticantes

A relação de Carlos Eduardo Ferreira da Silva, de 34 anos, com o skate começou ainda na infância, quando as opções de espaços apropriados para a modalidade eram mais limitadas em Cuiabá. Hoje, ele frequenta a Arena Skate Plaza de três a quatro dias por semana. Além de praticar, também dá aulas particulares e estima atender cerca de 11 alunos.

“Comecei a praticar skate com 10 anos de idade. Quando eu comecei, não tinha pista para andar de skate em Cuiabá. Lembro que a galera andava lá na Praça Alencastro, que por muito tempo foi o 'celeiro' do skate na cidade.”

Annie Souza/Rdnews

Especial - complexo arena

Carlos Eduardo Ferreira da Silva, skatista e professor da modalidade, elogia estrutura montada no Complexo da Arena Pantanal

A trajetória do atleta acompanhou as transformações da modalidade na Capital. Para ele, a estrutura atual representa uma conquista para quem pratica o esporte e para as novas gerações.

“De lá pra cá, a gente viu muita transformação no meio do skate, até chegar aqui na Arena. Aqui nesse local, eu pratico skate desde a Copa do Mundo de 2014, movimento esse que proporcionou bons legados para nós e outras modalidades também. Nunca imaginei que hoje teríamos essa estrutura para treinarmos”, disse.

Entregue no início de 2025, a Arena Skate Plaza ocupa uma área total de 840 m², sendo 420 m² dedicados à pista de concreto polido. O espaço também conta com área de convivência, bancos sustentáveis com assentos de materiais reaproveitados, bebedouro, local para carregar celular e arborização.

Segundo a Secel, a intervenção recuperou uma área que permaneceu por anos sem utilização efetiva e criou melhores condições para a prática do skate, além de oferecer um espaço de lazer e convivência.

Essa pista aqui é perfeita para aprender a andar de skate

Sobre o equipamento atual, Carlos avalia que a estrutura é essencial para quem quer aprender ou praticar a modalidade. Segundo o skatista, a pista também contribui para aproximar crianças e jovens do esporte.

“Essa pista aqui é perfeita para aprender a andar de skate. Os obstáculos são baixos e acessíveis tanto pra gente que já anda, quanto pra quem está começando”, afirmou.

Além disso, o professor pontuou que a pista já trouxe retorno positivo para Mato Grosso. Entre os atletas que utilizam o espaço para treinar e já participaram de competições ou foram convocados para torneios fora do estado estão Augusto Minuzzo, Bia Aventureira, Enthony Paes, Thiago Paes e Solara.

“Através dessa pista já tivemos bons retornos para a nossa modalidade, tanto para mim como para os colegas que usam esse espaço para treinar. Por exemplo, recentemente uma atleta participou de uma competição em Mato Grosso do Sul, entre outros que já se destacaram pelo Brasil afora. A galera tem usufruído muito dessa pista”, contou.

Setor Sul: espaço para as famílias e para o desenvolvimento das crianças

Duas a três vezes por semana, os empresários Luan Gabriel e Alice Gomes levam os filhos pequenos para brincar na Arena Pantanal. A família ganhou mais uma opção de lazer com a instalação de um parque infantil no Setor Sul do complexo, que recebeu investimento de R$ 690 mil do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra).

Além de permitir que as crianças brinquem ao ar livre, o ambiente oferece aos pais a possibilidade de acompanhar as descobertas dos filhos fora de casa. As brincadeiras e o convívio com outras crianças fazem parte das experiências de desenvolvimento infantil.

“Geralmente, a gente chega por volta de umas 16h, 17h, e vamos embora só de noite, umas 19h30. Ter espaços públicos como esse, sem dúvida, facilita demais a nossa vida, ainda mais com meninos na idade dos meus, que são pequenos e precisam sair de casa, passear e ter esse vínculo com outras crianças também. A interação deles com as outras crianças ajuda em vários quesitos, como no desenvolvimento de fala, coordenação motora, então ajuda muito trazer eles aqui”, pontuou a empresária.

Annie Souza/Rdnews

Especial - complexo arena

Luan Gabriel e Alice Gomes aproveitam espaço no Complexo da Arena Pantanal junto com os filhos

O espaço reúne parquinho infantil, academia, área de calistenia, três mesas de futmesa, três de pingue-pongue e nove de piquenique. O playground adota o conceito “Fauna do Parquinho”, com animais inspirados na fauna local.

Setor Leste: para além do lazer, um gerador de renda

Entre as primeiras voltas de uma criança e um idoso que nunca andou de bicicleta, Igor Lucas de Souza, 29, auxilia na jornada de quem quer curtir o complexo multiuso sob rodas. O vendedor, que abandonou a oficina mecânica para trabalhar na ‘Life Roller’ — empresa especializada no aluguel de patins, bicicletas, patinetes e triciclo família —, conta que, desde 2017, o serviço realizado na Arena Pantanal é a sua principal fonte de renda. Igor conta que o cargo no Complexo permitiu mais liberdade, pelo fato de não trabalhar durante o dia.

 A empresa também atua no Parque das Águas e, conforme o vendedor, a Arena é mais vantajosa: além do espaço amplo, o movimento diário contribui para o fluxo dos aluguéis, uma média de 20 a 30 por dia, custando R$ 25 a hora.

 

Annie Souza/Rdnews

Especial - complexo arena

Igor Lucas de Souza, que comanda a "Life Roller" no Complexo da Arena Pantanal

Entre as histórias de quem está há nove anos no Complexo, o jovem relembra a dificuldade durante a pandemia da Covid-19, quando a pausa foi necessária. Confiante, ele conta que a fase ruim foi superada e há uma crescente no movimento. Conforme registros da Secel, aproximadamente 500 pessoas transitam pelo espaço da Arena diariamente. O vendedor o fluxo mais intenso de visitantes é registrado ocorre nos finais de semana.

“Para o nosso trabalho, aqui na Arena Pantanal é bem melhor do que, por exemplo, no Parque das Águas, porque as pessoas têm mais espaço para andar de bike e praticar qualquer modalidade esportiva. O espaço aqui não tem comparação. Dá pra fazer de tudo, até piquenique em família", frisou.

Além de Igor, outras pessoas também enxergam na Arena um local ideal para seu sustento. Camila Martins, 28, percebeu que a prática de exercício físico, unida ao calor da cidade, combina com a venda de coco e geladinho. Desde março indo todos os dias ao local, Camila observou que, após a instalação do parquinho, o fluxo de pessoas aumentou, o que contribuiu para manter suas vendas.

Annie Souza/Rdnews

Especial - complexo arena

Camila Martins viu negócio da família ser impulsionado com movimento crescente na Arena Pantanal

 Finais de semana e feriados são os dias mais propícios para seu negócio. Ela vende, em média, 30 cocos por dia, ao custo de R$ 10 cada. Mesmo tendo um trabalho formal como vendedora durante a manhã, a venda de bebidas na Arena é uma renda extra para Camila e sua família.

“Agora com o novo parquinho para a criançada, o fluxo de pessoas aumentou bastante aqui na Arena Pantanal. Eu escolhi a arena para fazer uma renda extra pelo fato de ser perto da minha casa e posso vir a pé, empurrando o carrinho, e isso facilita muito. Com esse calorão de Cuiabá, o pessoal quer se refrescar de toda forma”, afirmou.

Annie Souza/Rdnews

Especial - complexo arena

Setor Oeste: basquete depois do expediente

No Setor Oeste, as quadras de basquete fazem parte da rotina de Manoel Lourenço da Silva Figueiredo, de 23 anos. Morador de Várzea Grande, ele costuma chegar ao complexo por volta das 18h, depois do trabalho, e permanece no local por três a quatro horas.

O deslocamento entre os municípios pode ser demorado em razão do trânsito e das condições de circulação na região, mas não impede que ele mantenha a prática esportiva. Manoel também auxilia jogadores mais jovens e valoriza a possibilidade de utilizar os espaços sem pagar pelo acesso.

Na avaliação dele, a iluminação, a disponibilidade de água e os banheiros contribuem para a permanência dos frequentadores. A estrutura permite que o esporte seja incorporado à rotina, mesmo para quem trabalha durante o dia.

“Que eu saiba, aqui é um dos poucos lugares em Cuiabá que tem essa disponibilidade de cestas de basquete para a população", pontuou.

A experiência de Manoel mostra como um equipamento público pode ser utilizado fora do horário comercial e servir a pessoas que conciliam trabalho, deslocamento e atividade física.

“Além da estrutura para praticar o esporte, as dependências contam com banheiro, bebedouro e uma boa iluminação, o que contribui com a segurança no local também. Sempre quando eu chego aqui, a câmera me pega e, automaticamente, as luzes acendem em volta das cestas. Quando não há ninguém no local, eles desligam”, disse o jogador.

Annie Souza/Rdnews

Especial - complexo arena

De norte a sul, leste a oeste

Unidas pela corrida, as amigas do grupo "Corredores Insanos" percorrem os quatro setores da Arena em busca de realização pessoal e qualidade de vida por meio do esporte. Elas frequentam o espaço de duas a três vezes por semana e aproveitam a pista.

Annie Souza/Rdnews

Especial - complexo arena

Amigas do grupo "Corredores Insanos" aproveitam toda a área externa do Complexo Arena Pantanal

 Maratonista há cinco anos, Valene de Souza Gonçalves, 63, conta que, antes da corrida, nunca praticou esporte algum. Segundo a aposentada, a segurança e a iluminação são o principal atrativo para o entorno do estádio ser a escolha ideal para seus treinos.

“Venho pela segurança. Aqui é bastante iluminado, o espaço é amplo, não se 'bate' com ninguém e permite várias atividades ao mesmo tempo”, explica Valene.

A pista de corrida integra o pacote de investimentos do Governo de Mato Grosso para a revitalização dos espaços externos da Arena, que destinou aproximadamente R$ 200 mil à implantação de faixas de pedestres e ciclovia. 

Arte/Annie Souza/Rdnews

Infográficos - arena pantanal

 

Integrante do grupo e companheira de Valene, Angelica Janaína Carvalho Borges, de 57 anos, fala que se apaixonou pela corrida e, na Arena, faz três voltas trotando e correndo. Ela conta seu avanço conforme a quilometragem ao redor do ginásio: a cada volta, um quilômetro é somado em seu objetivo, que é correr cada vez mais em um período de tempo mais curto.

Daniela Gomes, 47, relata que, no grupo, encontrou uma família. Praticante há sete meses, o percurso do local auxiliou diretamente no aumento da velocidade e no impacto de seus treinos. Segundo a corredora, a  Arena permite que ela coloque em prática tudo que aprende na academia. Daniela também superou a obesidade: cada quilômetro percorrido resultou em 33 kg eliminados e melhora do seu bem-estar. Além do esporte, a reeducação alimentar foi um dos aliados para sua mudança.

Ali [Arena Pantanal] temos um espaço que permite a interação entre adultos e crianças, pais e filhos. Isso, do ponto de vista mental, é muito importante porque vai trazer qualidade de vida

O médico ortopedista Jhone Pereira lida diariamente com as consequências que a falta de exercício físico causa na vida do ser humano e defende a existência de espaços públicos que incentivem a população a deixar o sedentarismo para trás, como é o caso do Complexo Arena Pantanal.

O profissional frisa que o calor cuiabano dificulta a prática de atividades físicas ao longo do dia e, no período noturno, os principais parques da cidade estão fechados ou são distantes para a maioria das pessoas. Por isso, ter áreas públicas como a Arena Pantanal é de extrema importância para incentivar as pessoas a se movimentar, o que contribui para a melhora da saúde física e mental. 

"Ali [Arena Pantanal] temos um espaço que permite a interação entre adultos e crianças, pais e filhos. Isso, do ponto de vista mental, é muito importante porque vai trazer qualidade de vida. Ali você se desliga de outros problemas, num momento de interação entre famílias. Na parte física, é pelo espaço em si, a otimização dele para caminhada e corrida", conclui.

Ortopedista, ele explica que uma musculatura fraca está diretamente ligada ao aumento de lesões. Segundo o doutor, uma caminhada ou passeio de bicicleta já podem auxiliar no fortalecimento muscular. Jhone avalia que as pessoas podem se guiar pelas regras da OMS e fazer cerca de 150 minutos de atividade física semanalmente. 

Piscina olímpica: estrutura ampliada para receber competições

O Complexo Aquático da Arena Pantanal foi reinaugurado em março de 2026, após um investimento divulgado pelo Governo de Mato Grosso de aproximadamente R$ 13 milhões. Segundo a Secel, a intervenção incluiu melhorias na arquibancada coberta, novos vestiários, sistemas de impermeabilização, aquecimento e iluminação. A estrutura foi apresentada como uma ampliação das condições para receber treinamentos e competições de natação.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Complexo Esportivo Arena Pantanal

Até outubro de 2026, de acordo com os dados da Secel, o complexo aquático já havia recebido quatro competições e sete cursos.

A discussão sobre o legado esportivo também passa pelas condições oferecidas a quem pretende seguir carreira. Em passagem por Cuiabá, o cuiabano Felipe Lima, ex-nadador brasileiro, avaliou que a melhoria dos equipamentos públicos deve ser uma prioridade para o desenvolvimento de atletas.

“Muito mais do que dar dinheiro na mão de um atleta, é primeiramente melhorar a estrutura para que esse atleta possa estar treinando. Então, trazer uma piscina olímpica dessa como a Arena Pantanal é superimportante e é um começo para que possamos ter outros nadadores olímpicos aqui dentro do estado, dentro de Cuiabá, dentro de Mato Grosso”, avaliou o nadador olímpico, que lidera o projeto Instituto Felipe Lima na capital mato-grossense.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Felipe Lima - projeto IFL

Ex-nadador brasileiro, Felipe Lima ressalta importância de espaço na Arena Pantanal para formação de jovens atletas

O atleta ressalta que o acesso a espaços adequados pode ser uma etapa importante para o treinamento e a formação esportiva. Segundo ele, a existência de estruturas, no entanto, não garante por si só o surgimento de atletas de alto rendimento, já que também são necessários orientação técnica, continuidade dos programas, recursos e oportunidades de competição.

“Toda essa estrutura é de extrema importância para que esses atletas evoluam, sejam descobertos. Quem sabe saia daqui dessa piscina um atleta que tenha um certo talento e, com um projeto de alta performance lá na Arena Pantanal, possa entrar num treinamento e evoluir a ser um campeão brasileiro, sul-americano, medalhista em campeonato mundial e chegar a uma Olimpíada”, concluiu.

Palácio de Artes Marciais: a consolidação de um espaço para luta na Capital

“Perfeito”, assim definiu o lutador de kickboxing Marcos Bohn, de 25 anos, sobre a estrutura do Palácio de Artes Marciais Iusso Sinohara, reinaugurado há pouco mais de um ano, no Complexo Arena Pantanal.

Secel-MT

Palácio das Artes Marciais

Palácio de Artes Marciais, no Complexo Arena Pantanal, foi reaberto no segundo semestre de 2025

Desde a sua reabertura, em setembro de 2025, o espaço recebeu 58 eventos, segundo levantamento da Secel. Entre as atrações, o MT Warriors Championship, campeonato em que o atleta e professor de luta conquistou o primeiro lugar. Natural da Argentina, Marcos conta que, a partir do momento em que entrou no Palácio, esqueceu que estava em Cuiabá, por conta da climatização do ambiente. “O Palácio é espaçoso e aconchegante, tem ar-condicionado, [a pessoa] não percebe o calor lá dentro. Também fui muito bem recebido por todos”.

Em sua segunda participação no MT Warriors, o lutador explica que um espaço específico para artes marciais na Capital fortalece a implementação da cultura do esporte na cidade. Antes do palácio, os atletas precisavam se deslocar até outras cidades para competir. Em Mato Grosso, algumas lutas de kickboxing aconteciam em Campo Verde, cerca de 137 km de distância da capital. Além da comodidade e economia, o Palácio consolida um espaço próprio para artes marciais em Cuiabá. Apenas em 2025, os eventos no local receberam um público estimado em 7.950 pessoas, segundo a Secel.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Marcos Gabriel - La Daga Bohn

Marcos Bohn elogia Palácio das Artes Marciais: climatização e espaço são perfeitos

Um complexo de uso múltiplo

Para o secretário da Secel, David Moura, a diversidade de uso da Arena Pantanal representa um retorno social à população. Ele destaca que o espaço passou a reunir diferentes estruturas e atividades, com opções de lazer para famílias, práticas esportivas e eventos.

 

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Secretário David Moura

O secretário da Secel-MT, David Moura, fala sobre uso múltiplo do Complexo Arena Pantanal: um espaço para atletas profissionais, amadores e famílias

“A Arena Pantanal é muito mais do que só um estádio. Eu acho que isso tem um lucro social, tem um ganho para a população, uma oportunidade de assistir seu time. A nossa secretaria é de esporte, cultura e lazer, então nós temos esse grandioso espaço aqui. Estamos investindo para que as pessoas tenham um momento com a família, tenham um lazer, possam vir aqui com seus filhos em um ambiente seguro, ter momentos felizes”, afirmou.

Arte/Annie Souza/Rdnews

Infográficos - arena pantanal

O secretário também ressaltou a transformação do estádio em um complexo com diferentes equipamentos e serviços. “Ela deixou de ser só um estádio e se tornou o Complexo Arena Pantanal, que abrange as cantinas, o Palácio e todos os centros esportivos aqui”, declarou.

Moura também comentou sobre a estrutura da piscina olímpica e as melhorias realizadas para ampliar as possibilidades de uso do espaço. Ao recordar as condições anteriores, afirmou: “A piscina era somente um buraco, então você não tinha como fazer evento, não tinha banheiro para se trocar, não tinha nenhum local para se esconder do sol”. Sobre a estrutura atual, acrescentou que ela permite receber equipes, federações e praticantes de diferentes modalidades.

Em relação às despesas, a Secel estima que a manutenção do espaço custe cerca de R$ 3 milhões por ano. Esse valor, porém, não corresponde ao custo total de funcionamento, uma vez que gastos com segurança, limpeza, energia elétrica, água e pessoal estão distribuídos em contratos e estruturas orçamentárias diferentes. Na entrevista, Moura estimou em aproximadamente R$ 15 milhões por ano o custo da Arena Pantanal, incluindo energia e contratos. As duas estimativas consideram componentes distintos e não podem ser comparadas diretamente sem o detalhamento das despesas.

O impacto dos eventos

O Observatório da Secel analisou quatro grandes eventos realizados em 2025 no Complexo Arena Pantanal: show do Guns N’ Roses, 17º Festival de Siriri e Cururu, desfile de Carnaval e o Festival Baguncinha.

Arte/Annie Souza/Rdnews

Infográficos - arena pantanal

No caso do show de rock internacional, o público estimado foi de 45 mil pessoas. Entre os fãs da banda, a publicitária Késsia Oguihara, de 30 anos. Segundo ela, o concerto serviu para abrir as portas para outros artistas internacionais na Capital.

“Do ponto de vista cultural, vejo que abriu as portas para novas oportunidades de outros artistas internacionais virem. Ouvi boatos de Shakira e Foo Fighters, e eu iria em ambos. Até porque é muito mais cômodo ir em shows locais do que pagar passagem e hotel para outros estados", destacou.

Arquivo Pessoal/Késsia Oguihara

Show do Guns N Roses na Arena Pantanal

Show do Guns N' Roses na Arena Pantanal: estádio lotado para além do futebol

A publicitária conta ainda que já se deslocou de Cuiabá a São Paulo em outro show, uma distância de aproximadamente1.600 km. Sobre a oportunidade em Cuiabá, Kessia afirmou que já era fã do Guns N’ Roses e ficou surpresa pela apresentação da banda na capital mato-grossense.

“Eu já gostava da banda, mas confesso que não estava dando muita moral, achando que poderia ser desorganizado ou algo do tipo, mas me surpreendi. Estava muito bem organizado", concluiu.

Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse

Comente esta notícia

O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados. Se você se sentir ofendido pelo conteúdo de algum comentário dirigido a sua pessoa, entre em contato conosco pelo e-mail contato@rdnews.com.br