A noite do dia 31 de outubro de 2025, mais que memorável para as mais de 45 mil pessoas que foram até a Arena Pantanal, se tornou histórica para Cuiabá. A Capital parou para cantar os clássicos da banda norte-americana Guns N’ Roses e mostrou que também está à altura de outras capitais quando se trata de receber artistas mundiais.
Com um público recorde, o show que durou mais de 3 horas, além de colocar Cuiabá na mira de agendas internacionais, comprovou que a capital do agronegócio não escuta só sertanejo e funk. Conforme um levantamento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a maioria do público era formada por mato-grossenses, enquanto 33% eram de outros estados e 0,39% de países vizinhos.
Dentre um dos principais impactos, destaca-se o campo econômico, que rendeu uma movimentação avaliada em mais de R$ 400 milhões diretos e indiretos no estado, segundo informações da Sedec. Os setores com mais expressão foram o turístico e de serviços, como restaurantes, bares e hotelaria.
Na semana do show, o
conversou com Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-MT), que revelou dados sobre a taxa de ocupação dos hóteis em Cuiabá. A três dias antes da apresentação da banda, parte dos hóteis já registravam 95% de lotação. No site de hospedagens Booking, entre os dias 30 de outubro e 1° de novembro, 90% dos locais também já estavam indisponíveis.
Somente para integrantes e equipe da banda e colaboradores, o produtor Elson Ramos, que coordena a Ditado Produções e foi responsável por trazer o Guns N’ Roses, reservou 150 quartos, fechando três hotéis. Em entrevista, o empresário ainda expôs o receio da rede hoteleira não comportar todo o público de fora do estado.
Já no que se refere à arrecadação pública, os cofres do Município arrecadaram quase R$ 1 milhão apenas com o Imposto Sobre Serviços (ISS) aplicado no valor dos ingressos. No primeiro dia de abertura da bilheteria, em apenas 1h foram vendidos 20 mil ingressos. Os valores atendiam a diferentes realidades socioeconômicas, variando de R$ 260 a R$ 25 mil.
O mercado de trabalho informal também sentiu os efeitos da vinda da banda de rock. Ao menos 3 mil pessoas foram empregadas temporariamente para trabalhar durante o show. Além disso, vale dizer que o segmento de vendedores ambulantes também se aqueceu. Tanto antes, quanto durante o show, camisas, bandanas e copos estampados com a banda estavam sendo vendidos nos arredores da Arena Pantanal.
Emoção à flor da pele
O impacto com a vinda da banda norte-americana também foi no campo sentimental: milhares de fãs realizaram o sonho de escutar e ver de perto a banda que marcou gerações. No dia do show, mesmo com a abertura dos portões programada para as 17h, já pela manhã havia fãs na fila. O
mostrou com exclusividade que o primeiro da fila chegou um dia antes do show, no dia 30 de outubro durante a tarde. Diretamente de Cáceres, o estudante montou uma espécie de miniacampamento para garantir o melhor lugar dentro da Arena.
A energia do show também parece ter contagiado a banda, que mais de um mês após a apresentação relembrou as emoções vividas na Capital mato-grossense com uma postagem no Instagram.
Segurança eficaz
Com uma organização e estrutura que renderam elogios, o show contou com mais de mil militares responsáveis por garantir a segurança do público e nenhum boletim de ocorrência de roubo ou furto foi feito - o que foi visto como mais um resultado positivo para o estado e que deve ser usado como ponto forte nas próximas negociações com atrações internacionais.
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