A temporada de 2025 do Cuiabá terminou longe das expectativas de torcedores e dirigentes. Rebaixado da Série A no ano anterior, o Dourado iniciou a Série B com o discurso de reconstrução e retorno imediato à elite do futebol brasileiro. No entanto, a realidade foi outra.
Um time sem identidade, irregular e incapaz de transformar potencial em resultados concretos, foi o que o torcedor auriverde pode conferir durante o ano de 2025.
Em entrevista especial ao
, o radialista e pesquisador Jenisson Bartniski destacou sete “pecados capitais” que, em sua visão, explicam o desempenho abaixo do esperado do clube mato-grossense.
1 - (In)definição no comando técnico
Segundo Bartniski, a instabilidade começou ainda no banco de reservas. O Cuiabá iniciou a competição sob o comando de Guto Ferreira, demitido na 21ª rodada após a derrota para o Avaí. A escolha pelo auxiliar Eduardo Barros para os jogos restantes não surtiu efeito.
“A troca expôs a ausência de um projeto técnico consistente. O time nunca teve uma ideia clara de jogo”, avalia o pesquisador.
2 -Falta de um grande goleiro
A saída de Walter, ídolo e referência técnica, foi um golpe duro. Nenhum dos substitutos conseguiu manter o mesmo nível. “Toda grande equipe começa com um grande goleiro. O Cuiabá perdeu essa segurança e pagou caro por isso”, observou Bartniski.
3 - Baixa adesão da torcida
Após o rebaixamento, o clube viu o número de sócios despencar cerca de 95%, o que deixou a Arena Pantanal frequentemente vazia.
“O distanciamento da torcida não é apenas um problema financeiro. Ele afeta diretamente o ânimo do time e o clima dentro de campo”, destacou o radialista.
4 - Visitante fragilizado
Com apenas duas vitórias fora de casa, o Dourado mostrou grande dificuldade em atuar longe de Cuiabá.
“Um time que quer subir precisa ser competitivo em qualquer campo. O Cuiabá foi previsível e vulnerável como visitante”, pontuou.
5 - A lesão de Alan Empereur
Capitão e pilar defensivo, o zagueiro Alan Empereur se lesionou na 29ª rodada, contra o Athletic Club. Sua ausência foi sentida: em sete partidas sem ele, o time só não sofreu gols em uma.
“A defesa perdeu seu líder e o sistema se desorganizou completamente”, analisou Bartniski.
6 - Pontos desperdiçados
Empates sofridos nos acréscimos contra Atlético-GO, Paysandu e Botafogo-SP simbolizam a falta de concentração nos momentos decisivos.
“Esses pontos perdidos poderiam ter mantido o time vivo na disputa pelo acesso”, lamentou o pesquisador.
7 - Elenco limitado
Por fim, o radialista apontou falhas na montagem do elenco, especialmente na criação de jogadas e na ausência de um armador decisivo.
“Faltou um camisa 10, alguém capaz de mudar o jogo. O time era previsível e sem alternativas”, resumiu.
Reflexão e futuro
Mesmo com a frustração, Bartniski evita o discurso de “terra arrasada”. Para ele, o desafio agora é planejar 2026 com lucidez, fortalecendo o elenco e reconectando o torcedor à Arena Pantanal.
“O Cuiabá tem gestão financeira equilibrada, o que é um ativo importante. Mas precisa ser mais ambicioso e ousar na formação do grupo”, concluiu.
Como ficou?
O Cuiabá encerrou sua participação na Série B com vitória por 1 a 0 sobre o Criciúma na tarde deste domingo (23), na Arena Pantanal. David Miguel marcou no segundo tempo e garantiu a vitória sobre a equipe catarinense.
Com o resultado, o Dourado terminou a Série B na 10ª colocação, com 54 pontos ganhos. Por outro lado, a derrota, combinada com o restante da rodada, impediu o retorno do clube de Santa Catarina à elite do futebol brasileiro. O Criciúma ficou na 5ª posição, com 61 pontos.
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Anderson, Sinop 28/11/2025
Os 95 por cento dos sócios torcedores que saíram do clube nunca foram torcedores do Cuiabá. Eram pessoas que pagavam para ver Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Grêmio, Internacional, muita gente do interior do Mato Grosso que torce para os clubes do Sul.
Chico 24/11/2025
Bem feito. Demitiu Guto Ferreira, ele foi pro Remo e subiu o Remo.
2 comentários