O Governo de Mato Grosso executa uma série de políticas públicas para levar esporte e lazer à população mato-grossense. Para que isso aconteça, é preciso um grande investimento em diversas áreas e modalidades, que é mediado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). A pasta, hoje comandada pelo secretário Jefferson Carvalho Neves, prevê orçamento superior a R$ 200 milhões para 2024.
Em visita ao Grupo
, o secretário Jefferson afirmou que o orçamento da Secel neste ano deve ultrapassar a casa dos R$ 200 milhões. No ano anterior, a Secel registrou gastos de R$ 182 milhões. Os investimentos da secretaria são aplicados principalmente nas práticas esportivas, como futebol, atletismo, além de eventos culturais, como shows e festivais de artes cênicas realizados via Edital Viver Cultura.
"Se somar os recursos de editais que nós temos próprios, mais as emendas parlamentares que chegam para ser tratadas diretas na secretaria, além dos recursos da Lei Paulo Gustavo, passa tranquilo dos R$ 200 milhões. Ano passado batemos a marca de R$ 182 milhões. Hoje, nós estamos tramitando 626 convênios, a segunda secretaria que mais tem convênios é a infraestrutura, que gira em torno de 400. É um volume de trabalho gigantesco, mas a gente entendeu que esse trabalho interno muito bem feito vai fazer com que o recurso chegue no final", disse o gestor da Secel-MT.
Com aproximadamente R$ 25 milhões, o futebol é o que mais demanda atenção quando se trata de orçamento. O Governo de Mato Grosso garante apoio financeiro a clubes do futebol profissional mato-grossense que disputam o Campeonato Brasileiro, nas Séries A, B, C e D.
Por meio do Programa Mato Grosso Série A, executado pela Secel-MT, já foram investidos R$ 17,5 milhões de 2021 a 2023, beneficiando as equipes masculinas do Cuiabá, Operário, Ação e União, e a feminina do Mixto. Em 2024, o incentivo ainda deve favorecer o time masculino do Mixto e o feminino do Ação.
“O que demanda mais cuidado e investimento é o futebol”
Jefferson Neves"O que demanda mais cuidado e investimento é o futebol. Temos o Mato Grosso Série A, que nós criamos em 2021 com o objetivo de aportar recursos para o profissional. Exemplo, o Cuiabá recebe R$ 3,5 milhões por ano. Já times da série B R $2 milhões, Série C R$ 1,5 milhão, e Série D R$ 1 milhão. Se for colocar nessa conta a Arena Pantanal, que tem um investimento alto que é de quase R$ 10 milhões, passamos tranquilo dos R$ 25 milhões investidos só no futebol", explicou.
Shows culturais
A Secel também é responsável por intermediar recursos para realização de show culturais pelo estado. Inclusive, a pasta conta hoje com o Edital Viver Cultura, que integra o leque de 266 ações selecionadas no chamamento público. Ao todo, são R$ 10 milhões de investimentos em atividades de formação, experiências artístico-culturais, mostras, festivais e outros.
O secretário da Secel explicou ao
que nem sempre o governo banca a maior parte dos eventos. Ele citou como exemplo o aniversário de Campo Verde (a 137 km de Cuiabá), onde 80% dos gastos serão com recurso próprio do município. Segundo ele, em algumas situações o estado fica mais presente e assume mais responsabilidade financeiramente.
"Existem dois formatos. Um deles é o evento tradicional, que acontece nos municípios e têm um histórico de edições, como a Dança do Congo, Mascarados, que fazem parte da nossa cultura bastante arraigadas e o Estado não pode deixar de estar presente", disse Jefferson.
"Já existem outros tipos de eventos, que o governo entra em parceria com os municípios. Os prefeitos têm uma gama de demandas, entre cultura, esportes, saúde e etc, junta essa demanda e traz ao governador. Se tiver eventos culturais e for prioridade no município, o estado atende, porque tem cidade que faz muito bem o dever de casa, exemplo de Sorriso, Nova Mutum, Sorriso, Campo Verde. Por mais que haja melhorias a serem feitas, essas cidades estão bem estruturadas e podem receber ajuda na parte cultural. Outros municípios que ainda tem muito a ser feito, quase não leva essas demandas ao governador e buscam muito emendas parlamentares através dos deputados. Eles priorizam muito infraestrutura, saúde, transporte, educação e outros".
Limite nos gastos
No ano passado, o governador Mauro Mendes (União Brasil) chegou a sancionar uma lei para limitar os valores vindos de recursos públicos estaduais para realização de shows e eventos em Mato Grosso. A Lei 12.082 estabeleceu o teto de R$ 600 mil por intermédio de parcerias e convênios, financiados com recursos públicos.
Com o limite, o governo pôs fim no longo debate acerca da "trava" ideal de valores destinados a shows. O teto previsto ficou maior do que o inicialmente sugerido pelo governador, entre R$ 200 e R$ 300 mil.
"A Secel tem sido muito ouvinte, esse é um dos principais caise que nos faz ser reconhecido tanto pela comunidade cultural como também a esportiva em relação aos investimentos. Eles trazem as demandas e nós criamos um formato para resolver os problemas", pontou.
“Hoje dificilmente encontramos alguém da cultura, esporte ou do meio artístico desocupado”
Jefferson Neves"Nós tínhamos um problema com nossos editais antes da gestão Mauro Mendes, que era em relação ao acesso, porque era muito burocrático. Logo no primeiro ano fizemos investimentos de quase R$ 10 milhões na cultura e 60% das pessoas que tiveram acesso a esse recurso nunca tinham recebido recurso público. Criamos um formato de parcerias com a Procuradoria Geral do Estado para simplificar os processos a fim de mais pessoas terem acessos. Hoje dificilmente encontramos alguém da cultura, esporte ou do meio artístico desocupado, eles sempre vão estar trabalhando muito", concluiu.
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