Gilberto Leite/Rdnews
Governador Pedro Taques e o vice Carlos Fávaro trocam ideias durante evento realizado em Cuiabá
Divergências entre o governador Pedro Taques (PSDB) e o vice Carlos Fávaro (PSD) já estão ficando evidentes quando o assunto é origem dos recursos que serão utilizados para regularizar os repasses da saúde no Estado. A dívida reconhecida pelo governo chega a R$ 162 milhões.
Na reunião de emergência realizada ontem (24), com a participação de Taques, Fávaro e 17 dos 19 deputados estaduais que integram a base governista na Assembleia, foi cogitada a possibilidade de direcionar recursos do Fethab para a saúde. O objetivo é pagar a dívida de R$ 162 milhões com os hospitais regionais, municipais e filantrópicos ainda em junho, evitando colapso nos atendimentos.
Nos bastidores, o comentário é que Taques tem simpatia pela ideia de destinar recursos do Fethab à saúde. Mas para evitar embates, só vai se posicionar publicamente quando a questão estiver definida.
No entanto, Fávaro que é considerado porta-voz do agronegócio dentro do governo se posicionou contra a destinação do Fethab cobrado sobre as commodities, que arrecada cerca de R$ 400 milhões por ano, para financiar a saúde. O vice-governador sustenta que o setor aceitou que a taxa fosse dobrada em 2016 para investimentos em estadas.
“O setor produtivo tem convicção e não vai admitir mudança para outra finalidade. É legítimo. Pagou com a finalidade específica de construir estradas. E as estradas não são somente para transportar soja, milho, algodão. Levam segurança, educação, saúde e desenvolvimento para o Estado de Mato Grosso”, declarou Fávaro após a abertura do Seminário A Força do Campo, na manhã desta sexta (25).
Apesar do posicionamento, Fávaro reconhece que a saúde deve ser priorizada e que a crise será superada com gestão e recursos novos. Por isso, admite que verbas do chamado Fethab 2, cobrado sobre o óleo diesel, com arrecadação estimada em R$ 100 milhões, sendo que 50% são destinados aos municípios, possam ser usadas para pagar a dívida.
“Todos os esforços, qualquer que seja a fonte, estão sendo feitos para garantir mais recursos para a saúde. Como o Fethab resulta de lei específica, qualquer mudança precisa de alteração aprovada pela Assembleia”, explicou o vice-governador.
Direto de opinar
Questionado sobre o posicionamento de Fávaro, o governador disse não acreditar que o vice tenha dito que não concorda com a destinação de recursos do Fethab para a saúde. Ainda assim, defendeu seu direito de opinar. “Todo mundo tem o direito de se manifestar da forma que entender correta. Eu não acredito que o vice-governador disse isso porque ele participou da reunião conosco. Estamos discutindo isso”, declarou Taques que esteve no mesmo evento hoje pela manhã.
Poderes
Além de destinar recursos do Fethab para a saúde, outra saída cogitada para resolver a crise no setor, é a contribuição dos Poderes. Na prática, parte dos duodécimos da Assembleia e até mesmo do Judiciário podem ser retidos pelo Executivo para quitar a dívida de R$ 162 milhões, dependendo de acordo prévio.
Governador reúne base e reconhece dívida de R$ 162 mi com hospitais
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AROLDOFARIAS 26/05/2017
PORQUE TIRAR O FETHAB 2 QUE É SÓ 100 E NÃO TIRAR DO 1 QUE É 400? QUE MATEMÁTICA HEIM ! TEM CERTEZA DE QUE QUEREM MESMO "AJUDAR" A SAÚDE ?
alexandre 25/05/2017
O governador vai socorrer a saúde ou vai abaixar a cabeça pro agronegócio ?...
alexandre 25/05/2017
só pode investir no agronegócio... consertar estradas pros caminhoes acima do peso quebrar de novo.
3 comentários