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Executivo Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017, 17:24 - A | A

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Rondonópolis

Pátio insiste em terceirizar a Saúde, mas Câmara e MPE são empecilhos

Danielly Tonin
De Rondonópolis

Mario Okamura

Zé do Pátio na eleição da AMM

Mesmo que o prefeito Zé do Pátio consiga articular em seu favor, o problema é que a contratação do Consórcio seria ilegal porque há em vigência um concurso público na área de Saúde, feito em 2016

O prefeito de Rondonópolis, Zé do Pátio (SD), continua as articulações para derrubar a emenda que impediu a terceirização da mão-de-obra na saúde municipal por meio da contratação do Consórcio Regional de Saúde do Sul de Mato Grosso. Mas o chefe do Executivo encontra dificuldades para reverter a situação na Câmara e ainda tem o Ministério Público do Estado (MPE) em seu encalço.

Pátio pretendia contratar o consórcio por dois anos, prorrogáveis por mais dois, mas o vereador Thiago Muniz (PPS) fez uma emenda ao projeto permitindo contrato por apenas 90 dias improrrogáveis. Hoje, Pátio conta com 10 vereadores aliados na Câmara e 11 na oposição. Comenta-se, ainda, nos bastidores, que o vereador pelo PCdoB, professor Sílvio Negri, deve seguir a oposição na votação pela manutenção da emenda, por ser funcionário público de carreira federal e pela ideologia do próprio partido.

Mas mesmo que Pátio consiga articular em seu favor, o problema é que a contratação do Consórcio seria ilegal porque há em vigência um concurso público na área de Saúde, realizado em 2016. O ex-prefeito Percival Muniz (PPS) chegou a convocar 347 aprovados e classificados para atuar na Saúde, mas a convocação foi suspensa pela Justiça após um pedido da equipe de transição do prefeito Zé do Pátio.

Percival alegava que a convocação era necessária para não prejudicar o atendimento à população. Já a equipe de transição de Pátio, afirmava que o chamamento dos aprovados feria a lei eleitoral.

Outro lado

Procurado pelo , Pátio disse estar preocupado com a Saúde, mas desconversou quanto a convocar os concursados. Inclusive deu as costas à reportagem e não concluiu a entrevista. Nos bastidores, circula a informação de que o prefeito não tem interesse em chamar os aprovados no certame, mas sim reverter a derrota na Câmara e terceirizar a mão-de-obra.

Se firmar o contrato e não convocar os concursados da Saúde, Pátio ainda pode ter problemas com o MPE, que já alegou que está acompanhando de perto a situação e adotará as medidas judiciais necessárias ao caso.

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