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Servidores municipais de Sinop da saúde e obras paralisam atividades e realizaram protesto em frente à prefeitura
Para reivindicar um reajuste de 7% no salário, além de um aumento de R$ 150 para R$ 400 (166,6%) do vale alimentação, os servidores de Sinop, principalmente da saúde e obras, paralisaram as atividades nessa segunda (11) e realizaram um protesto em frente à prefeitura.
Outras reivindicações como pagamento de insalubridade para os cargos de zeladora e merendeira, melhores condições de trabalho, cumprimento de normas trabalhistas, cancelamento do contrato com a empresa que administra a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), convocação dos aprovados no concurso público de 2014 e a realização de outro também estão entre os pedidos.
Conforme o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Adriano Perotti, um documento com as demandas foi protocolado com a prefeita Rosana Martinelli (PR) no início do ano, porém menciona que até o momento nada foi atendido. Ele explica que foi definido em assembleia na semana passada a paralisação dessa segunda para que pudessem cobrar do Executivo uma resposta concreta. “Caso não atenda parte do que estamos reivindicando vai prevalecer que a partir de 2 ou 3 de janeiro, os servidores principalmente da saúde e obras começarão uma greve por prazo indeterminado”, ameaça Perotti.
Em nota, Rosana afirma que recebeu em seu gabinete representantes do sindicato e, após ouvir as demandas dos servidores explicou sobre a situação financeira do município. Martinelli garantiu que irá analisar as propostas encaminhadas.
Um estudo realizado pelo Centro de Informações Socioeconômicas da Unemat, com o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), revelou que o índice de reajuste deve ser de 4,31%, porém ainda será analisado.
Sobre o aumento no valor do vale alimentação, a prefeita explica que isso irá gerar um impacto muito grande no orçamento do Executivo, visto que são 3.334 servidores, atualmente com o valor de R$ 150 que é pago, o custo fica na casa dos R$ 500 mil, porém se o valor a partir de 2018 for de R$ 400 o montante que a prefeitura terá que desembolsar será de R$ 1,3 milhão, ou seja um aumento de 160%. A proposta do Executivo deve ser encaminhada aos servidores na próxima semana.
Embate
Em novembro, os servidores da Educação também fizeram um manifesto em frente à prefeitura com o pedido da redução da carga horária de 40 para 30 horas. A proposta, conforme o Sintep, foi aprovada em 2014 na gestão do ex-prefeito Juarez Costa (PMDB) e que seria feita de forma gradativa. Em 2016 foi reduzida para 38 horas, neste ano cairia para 36, porém ainda não aconteceu.
Outro fator apresentado pela classe é sobre a Lei Gestão Democrática para a escolha dos diretores e coordenadores das escolas. O sindicato reivindica que a votação que deve acontecer ainda este ano seja realizada apenas entre os profissionais de cada instituição de ensino. A nova lei instituiu que a comunidade escolar, ou seja, os pais, participem da escolha. Se as propostas que a prefeitura apresentar não agradarem a classe, as crianças que estudam nas escolas municipais de Sinop podem começar o ano letivo de 2018 sem aula, a partir de 19 de fevereiro, data que está prevista o retorno das atividades escolares.
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