Os advogados Ricardo Spinelli e Ocimar Carneiro de Campos, alvos de mais um desdobramento da Operação Ararath da Polícia Federal, são acusados de terem ajudado o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) a ocultar documentos de interesse da investigação que estavam guardados em uma maleta.
A acusação consta na decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas residências e escritórios dos advogados. O teor da decisão foi divulgado pelo site Ponto na Curva.
Fabris foi preso no último dia 15, um dia após a deflagração da 12ª fase da Ararath, denominada Malebolge, acusado de ocultação de provas. Na decisão que determinou a prisão, o ministro relata que Fabris foi informado sobre a busca e apreensão no apartamento minutos antes da chegada da Polícia Federal, que relata que o parlamentar e a esposa, Anglisey Batini Volcov, fugiram do local.
Imagens da câmera de segurança no elevador do prédio, de acordo com a decisão, mostram o deputado, às 5h43, descendo de pijamas e chinelo com uma maleta preta.
Ao pedir os mandados contra os advogados, a PGR relata que Fabris se entregou à PF na tarde do dia 15, sem a maleta e, por meio das imagens de câmeras de segurança, foi possível “reconstruir” os trajetos percorridos pelo parlamentar.
Conforme a PGR, Fabris mentiu ao declarar que após deixar o apartamento, tomou café da manhã em um famoso restaurante da Capital na companhia de familiares. Acontece que, de acordo com imagens, além dos familiares, Fabris se encontrou com o advogado Spinelli.
Em dado momento, a câmera instalada na parte externa do estabelecimento registrou o cunhado de Fabris, Ocimar Carneiro, se dirigindo ao veículo do deputado, que estava no estacionamento, e, do interior, retirando a maleta preta.
“Fux afirma que, a partir dos registros visuais, ficou comprovado haver “evidentes indícios” de que os advogados praticaram o crime de embaraçamento de investigação”
No restaurante, Ocimar retirou os documentos que estavam na maleta e os repassou para Spinelli, que, mais tarde, ao deixar o restaurante, levou os documentos com ele.
Na decisão, Fux afirma que, a partir dos registros visuais, ficou comprovado haver “evidentes indícios” de que os advogados praticaram o crime de embaraçamento de investigação. No caso de Spinelli, por ele ter ocultado documentos retirados, “sorrateiramente”, por Fabris de sua casa, e Ocimar, por ajudar o parlamentar.
Com tal entendimento, o ministro autorizou a busca nas residências e escritórios dos advogados na tentativa de encontrar os documentos retirados da pasta de Fabris, assim como de outras provas que auxiliem a investigação.
Fabris foi alvo da Operação Malebolge, deflagrada tendo como base a “delação monstruosa” do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). O parlamentar foi um dos flagrados em vídeo recebendo e cobrando “mensalinho” – propina paga aos deputados em troca de apoio – do ex-chefe de Gabinete de Silval, Silvio Correa.
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BOBO CHEIRA CHEIRA 27/09/2017
quem avisou o Deputado sobre a operação da PF ??? Tem Dedo Duro, dentro da PF !!!! ou será que o TÁXI Tbem tem puxa saco ate na PF ??
1 comentários