Previsão do tempo ??°C Cidade

Judiciário Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2025, 15:50 - A | A

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2025, 15h:50 - A | A

"DEBATE CONTROVERSO"

AMAM manifesta apoio à juíza que "bateu boca” com advogado em júri na Capital

Discussão ocorreu nesta segunda-feira (15); após repercussão, o julgamento foi adiado para maio de 2026

Cecília Nobre

A Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) emitiu uma nota, nesta quarta-feira (17), apoiando a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, em relação ao “bate-boca” entre ela e o advogado Cláudio Dalledone, ocorrido durante o julgamento do Tribunal do Júri do policial civil Mário Wilson da Silva Gonçalves, na segunda-feira (15). Mário é acusado de matar o policial militar Thiago Ruiz, a tiros, em uma conveniência de Cuiabá, em 2023. Após o episódio, o júri foi dissolvido e adiado para 2026.

Segundo a AMAM, as declarações feitas pela magistrada foram “descontextualizadas”, pois ela teria advertido os advogados de defesa do réu de que deveriam “manter o respeito ao decoro processual e à solenidade do júri”, antes de acionar a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

Josi Dias/TJMT

M�nica Perri, Claudio Dalledone

Os advogados de defesa do réu e a juíza Mônica Perri

Ainda de acordo com a nota, a situação ganhou espaço no debate público “de forma controversa”.

“Consigna-se que a magistrada agiu no exercício regular de suas atribuições e deveres legais, em consonância com o princípio da preservação da dignidade da Justiça, não cabendo à opinião pública ou à esfera associativista dirimir sobre eventuais descumprimentos de suas funções jurisdicionais”, diz trecho da nota.

A AMAM finaliza declarando apoio à magistrada e respeito à advocacia e à OAB, e disse esperar poder “contribuir para a pacificação deste conflito”. 

Morte de PM

O crime aconteceu na madrugada do dia 27 de abril de 2023, no interior da conveniência de um posto de combustível, próximo a Praça 8 de Abril, em Cuiabá. Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento mostram Mario e Thiago sentados na mesma mesa, ingerindo bebida alcoólica.

Em depoimento, uma funcionária da conveniência afirmou que os policiais estariam se desentendendo antes do crime, quando em um determinado momento, Thiago levantou a camiseta, momento em que Mário pega a arma de fogo do militar e aponta a própria arma contra Thiago. Na sequência, os dois iniciam uma luta corporal e o policial civil atira contra Thiago, depois é visto correndo para fora da conveniência.

Reprodução

Crime em conveniencia - Thiago Ruiz e Mario Wilson

Mário foi preso em flagrante e após passar por audiência de custódia, no dia 28 de abril, a Justiça converteu a prisão para preventiva.

​Em setembro do mesmo ano, o desembargador Rui Ramos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), concedeu liberdade a Mario, suspendendo o porte de arma e proibindo que ele se aproximasse das testemunhas do caso. 

Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse

Comente esta notícia

Eduardo 19/12/2025

Realmente, ameaçar advogados, ser mal educada e desmerecer aos outros deve ser atribuição de um magistrado, por que a grande maioria se comporta assim. Não à toa, a AMAM considera isso normal partindo de seus faccionados.

positivo
0
negativo
0

Gigio 18/12/2025

Na contenda de advogados e juízes, perde a família do assassinado,que não viu a justiça ser feita e o julgamento ter sido empurrado ,protelado, postergardo...

positivo
0
negativo
0

2 comentários

O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados. Se você se sentir ofendido pelo conteúdo de algum comentário dirigido a sua pessoa, entre em contato conosco pelo e-mail contato@rdnews.com.br